Os advogados da Associação dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria, Jonas Stecca e Renan Oliveira, chegaram pouco depois das 13h25min no anfiteatro Flávio Miguel Schneider, onde a partir das 14h30min, será concedida uma entrevista coletiva à imprensa para detalhar o resultado das investigações do incêndio da Kiss.
Stecca e Oliveira adiantaram que, na próxima segunda-feira, será realizada uma coletiva de imprensa da associação com o intuito de analisar o resultado da investigação da Polícia Civil. O encontro deve ocorrer a partir das 11h na sede, que fica no prédio da Antiga Reitoria, na sala 601.
_ Estamos na expectativa e confiantes no trabalho da Polícia Civil _ resumiu Jonas Stecca, um dos advogados da associação.
Cerca de dez veículos da imprensa do Estado e pouco mais de 20 profissionais _ entre jornalistas e radialistas _ já estão no auditório do anfiteatro. O prédio 42 já concentra um fluxo maior de pessoas. Em breve, agentes da Polícia Civil iniciam o reconhecimento da imprensa.
Nas fileiras do anfiteatro, estão reservadas 34 cadeiras para integrantes da Polícia Civil.
VÍDEO: a homenagem aos filhos de Santa Maria
Clique na imagem e confira o perfil das 241 vítimas:
Como aconteceu
O incêndio na boate Kiss, no centro de Santa Maria, começou entre 2h e 3h da madrugada de domingo, dia 27 de janeiro, quando a banda Gurizada Fandangueira, uma das atrações da noite, teria usado efeitos pirotécnicos durante a apresentação. O fogo teria iniciado na espuma do isolamento acústico, no teto da casa noturna.
Sem conseguir sair do estabelecimento, pelo menos 240 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridos.
A tragédia, que teve repercussão internacional, é considerada a maior da história do Rio Grande do Sul e o maior número de mortos nos últimos 50 anos no Brasil.
Em gráfico, entenda os eventos que originaram o fogo:
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