Duas casas foram lacradas por serem flagrados casos de tráfico de drogas e presença de jogos de azar. Até mesmo um local clandestino para festas foi encontrado. As outras 31 casas noturnas foram aprovadas ou notificadas por algum problema de menor relevância identificado pelos bombeiros, pela Vigilância Sanitária ou pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente.
De acordo com o secretário municipal de Segurança Pública e Cidadania, Guilherme Pacífico, a inspeção seguirá nos próximos 30 dias avaliando os locais que ainda não foram vistoriados e revisando aqueles que apresentaram alguma irregularidade:
— Os trabalhos ainda estão em curso. Faremos a avaliação ao longo de 60 dias. Ao final, vamos demonstrar de forma transparente quais os locais o cidadão canoense pode frequentar tranquilamente.
Confira a lista completa dos estabelecimentos interditados e as razões pelas quais houve intervenção dos órgãos públicos no primeiro mês de vistorias:
Interditados:
>Kasa Blanca — sem alvará de localização, PPCI, licença ambiental e licença da Vigilância Sanitária
>Bataklam — extintores e PPCI vencidos, entre outras irregularidades
>Stylus Club — PPCI inadequado
>Hangar Al Capone — PPCI inadequado
>Bruh Night — sem alvará de localização e PPCI, sem plano de isolamento acústico e material dos banheiros inadequados conforme normas da Vigilância Sanitária
>Associação dos Moradores da Vila João de Barro — material do telhado em desacordo com as normas dos bombeiros
>Lanches Vieira — ligações elétricas irregulares próximo a depósito de gás, sem alvará dos bombeiros, e licenças da Vigilância Sanitária e ambiental vencidas
>Camisa 10 — pé direito em desacordo com as normas e sem alvará dos bombeiros
>Maria Joana — alvará dos bombeiros vencido, sem adequações pedidas anteriormente pelo Meio Ambiente e interditado pela Vigilância Sanitária pela segunda vez por desacordo das normas
>Lanchonete do Doni — sem alvará de bombeiros e inadequação às normas ambientais
>Tradição — interditado parcialmente (apenas uma pista) por PPCI inadequado
>Spazzio Bar — lacrado por tráfico de drogas
Estabelecimento sem nome na Rua Tamoio, 1.959 — sem nenhum alvará e lacrado por possuir máquinas caça-níquel
VÍDEO: a homenagem aos filhos de Santa Maria

Clique na imagem e confira o perfil das 240 vítimas:
Como aconteceu
O incêndio na boate Kiss, no centro de Santa Maria, começou entre 2h e 3h da madrugada de domingo, dia 27 de janeiro, quando a banda Gurizada Fandangueira, uma das atrações da noite, teria usado efeitos pirotécnicos durante a apresentação. O fogo teria iniciado na espuma do isolamento acústico, no teto da casa noturna.
Sem conseguir sair do estabelecimento, pelo menos 240 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridos.
A tragédia, que teve repercussão internacional, é considerada a maior da história do Rio Grande do Sul e o maior número de mortos nos últimos 50 anos no Brasil.
Em gráfico, entenda os eventos que originaram o fogo:
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