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Semana decisiva25/02/2013 | 04h48

Secretaria da Saúde aperta cerco para impedir alastramento da dengue em Porto Alegre

Vigilância admite existência de surto e pretende confinar os casos contraídos localmente para evitar uma epidemia

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Secretaria da Saúde aperta cerco para impedir alastramento da dengue em Porto Alegre Lívia Stumpf/Agencia RBS
Conforme técnicos do Estado, ações de prevenção são permanentes (na foto, pulverização de veneno contra o mosquito no Partenon) Foto: Lívia Stumpf / Agencia RBS

A semana será decisiva para impedir o alastramento da dengue em Porto Alegre, uma das 79 cidades gaúchas infestadas nos últimos 12 meses pelo Aedes aegypti, o mosquito transmissor da doença. Técnicos da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) iniciam a semana reforçando o bloqueio de transmissão, com aplicação de inseticida em três bairros da Capital: Partenon, Bom Jesus e Navegantes.

Até a tarde de domingo, a Capital era o único município com 10 casos da doença contraídos localmente (autóctones) no ano — além de contar com nove pessoas contaminadas pela dengue em outras cidades.

Para as autoridades sanitárias, os casos autóctones são os mais sérios por evidenciarem a presença do mosquito no local. No Partenon está a maioria dos doentes: oito. Bom Jesus e Navegantes têm uma ocorrência cada.

— Até agora, temos um surto de dengue. A nossa intenção é confinar os casos autóctones a esses três bairros para impedir que se alastrem e se transforme em epidemia — afirmou Anderson Araújo de Lima, coordenador-geral em exercício da Vigilância em Saúde (CGVS), ligada à SMS.

Ainda não se conhece a causa do surto em Porto Alegre

Lima afirma que, para impedir o alastramento da doença, é fundamental a contribuição da população, destruindo viveiros caseiros dos mosquitos, como vasilhas com água.

Ainda não há resposta sobre a causa do surto. Lima acredita que pode ter acontecido uma "baixa de guarda" em relação à doença porque no ano passado não aconteceu nenhum caso autóctone.

Também não existe nenhuma garantia de que a dengue autóctone não vá surgir nos outros municípios infestados pelo mosquito. Até o último dia 19, foram registrados 28 casos de dengue "importada" (contraída em outra cidade) em 2013.

— As ações do Estado e dos municípios são preventivas e permanentes nas cidades infestadas. Temos de ter em mente que a dengue se instalou no Rio Grande do Sul — observou a médica sanitarista Marilina Bercini, chefe da Divisão de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Estadual da Saúde.

Muito embora a dengue ocorra com mais intensidade em Estados de clima quente, ainda assim se instalou por aqui. Portanto, todo cuidado é pouco.

Contribua com a prevenção

Ações simples, adotadas em casa, podem ajudar a afastar a dengue da Capital. Para isso, é preciso evitar que a larva do Aedes aegypti vire um mosquito adulto. Confira o que fazer:

— Garrafas: esvaziar e guardar com gargalo para baixo.

— Lixo: deixar ensacado para a coleta.

— Calhas: manter limpas e desobstruídas.

— Ralos: proteger com tela milimétrica.

— Pneus: guardar secos e em local coberto.

— Vasos: escorrer a água e preencher com areia.

— Piscina: manter a água tratada.

— Caixa d’água: manter bem tampada.

Quais são os sinais da doença?

— Febre alta

— Falta de apetite

— Manchas vermelhas pelo corpo

— Náuseas e vômitos

— Dores nos músculos e juntas

— Dor de cabeça

— Dor atrás dos olhos

— Fraqueza

Como ocorre a transmissão

— Por meio da picada do mosquito fêmea Aedes aegypti infectado. Uma vez infectado, o homem demora de quatro a 10 dias para apresentar os sintomas da dengue.

— Não tome medicamentos por conta própria e, principalmente, nunca utilize remédios que contenham ácido acetilsalicílico (como aspirina).

— Não existe vacina contra a dengue nem medicação específica para combater a infecção.

— Em caso de suspeita da doença, procure um médico.

— Para aliviar os sintomas, é necessário fazer repouso e beber muito líquido.

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