Problemas relacionados ao Plano de Prevenção e Controle de Incêndios (PPCI) no Porto Seco já são corriqueiros.
Desde a construção dos barracões, na qual faltaram as muretas de proteção contra incêndios, que só foram concluídas no ano passado, há falta de equipamentos como extintores, mangueiras, e sinalizadores de saídas. O que tem atrapalhado a cada ano a realização do carnaval.
Entre 2011 e 2012, a festa chegou a ser ameaçada devido a uma interdição dos barracões a pedido do Ministério Público, justamente pela falta de um PPCI.
Há vários problemas nessa questão, a começar pelo abandono do Porto Seco ao longo do ano. O local é alvo constante de furtos e de atos de vandalismo. Objetos necessários ao PPCI frequentemente são levados ou destruídos por ladrões e vândalos.
Outro problema é uma certa negligência que parte dos responsáveis pelos barracões, no caso as escolas de samba e as entidades que as representam, que ao constatarem a falta de equipamentos empurram com a barriga em vez de providenciar a reposição.
Por fim, nesta situação atual, há de se estranhar que somente agora — na véspera do desfile — as autoridades decidiram agir, ameaçando uma festa para a qual dezenas de milhares de pessoas se prepararam e aplicaram altos gastos.
Isso sem falar no dinheiro público investido.








