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Repercussão na Serra11/02/2013 | 11h36Atualizada em 11/02/2013 | 15h37

Religiosos de Caxias e região falam sobre a decisão do Papa Bento XVI

Pontífice deixará o comando da Igreja Católica no dia 28 de fevereiro

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Religiosos da Serra avaliam a decisão do papa Bento XVI de deixar o pontificado no dia 28 de fevereiro. Ele alega que devido à idade avançada, suas forças já não são idôneas.

Confira as opiniões:

— Foi uma surpresa para todos nós, mas o pronunciamento do Papa revela um homem consciente do que está fazendo. Ele, como grande teólogo que é, sabe que existia essa possibilidade, e conhecendo seus limites circunstanciais, tomou essa decisão certamente para o bem maior da Igreja. É uma situação diferente para nós, porque a última renúncia foi em 1415, mas certamente o Espírito Santo há de conduzir o processo para a escolha do sucessor de Bento XVI (Leomar Brustolin, pároco da Catedral Diocesana de Caxias do Sul).

— Penso que pode ser visto sob duas óticas. Primeiro, a surpresa pelo fato de o Papa Bento XVI renunciar, uma vez que há pouco tempo assistimos ao Papa João Paulo II, debilitado, continuando o ministério do papado. João Paulo II deixou gravado que, independente da situação, seria papa até o fim, como foi até o fim. Por outro lado, penso que são novos tempos. Temos que olhar essa nova perspectiva, a posição de um homem maduro, idoso, diante de muitos desafios, que se vê incapaz de dar conta da demanda. Talvez por isso ele se antecipa, entrega a missão de ser papa a outra pessoa. É um momento de reflexão (Frei Jaime Bettega, pároco da Paróquia Imaculada Conceição - Capuchinhos).

— Isso mostra que a Igreja é humana, que ele é realista e não quis prejudicar a Igreja. Merece um reconhecimento. Todos que ocupam cargo na Igreja Católica podem renunciar. Ele não deixa de ser padre, apenas renuncia ao cargo. Agora teremos a presença de um ex-papa vivo. Certamente ele vai ter a hombridade de não se intrometer (no novo pontificado). (Padre Nivaldo Piazza, pároco da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes).

— É surpreendente. Na história da igreja não se tem notícias de renúncia, só na antiguidade. Bento XVI é intelectual, teólogo. O diálogo com a ciência abriu muitos caminhos. Houve também o diálogo ecumênico, especialmente aproximando-se do Islamismo. Vai deixar marca com esta abertura. Também deixou muita liberdade para as dioceses e teve diálogo próximo com os jovens. Acho que a transição será tranquila. (Frei Valdevino Salvador, pároco da Igreja Matriz de Flores da Cunha).

— Foi uma surpresa, mas percebemos que ele estava bastante fragilizado no últimos tempos. É um homem bem preparado e está fazendo um belo pontificado. Encantou pela doutrina na fé católica e deixará uma belíssima marca. Também será marcado pela atitude (de renunciar). Vou orar por ele. (Mario Pedrotti, pároco da Paróquia de São Pelegrino)

— Tem que se respeitar o sentimento de cada pessoa. É um gesto e humildade de alguém que reconhece suas limitações para esta missão. Bento XVI é um teólogo, conhecedor das coisas de Deus e da Igreja. Implantou o Ano da Fé, usou as redes sociais, mostrando que, apesar da idade avançada, era aberto às dificuldades de seu tempo e valorizou a juventude. Se João Paulo II era o papa das multidões, Bento XVI era mais para ser ouvido, seja nos discursos ou nos escritos. (Renato Ariotti, pároco da Paróquia de Santa Catarina)

— Compartilho o sentimento de surpresa de todos. No entanto, sabemos que ele é um homem muito sistemático, então deve pensado e encaminhado a questão muito bem. foi um teólogo absoluto enquanto esteve no governo da Igreja, produzindo livros e textos. Acredito que por ser teólogo, não seja muito afeito às questões pastorais, por isso, talvez não tenha aparecido tanto. (Gilnei Fronza, reitor do Santuário de Nossa Senhora de Caravaggio).

— Vejo como um gesto de humildade de quem ama e continuará amando a Igreja. Diante da idade e da saúde, ele faz isso não pelo bem dele, mas pelo bem da própria Igreja. É um processo normal, outro papa continuará o trabalho (Padre Paulo Roque Gasparetto, pároco da Igreja Matriz de Farroupilha - paróquia Sagrado Coração de Jesus)

 Penso que o papa tomou essa decisão diante da situação dele e dos desafios do mundo que temos hoje. Ele achou por bem fazer esse gesto, para que haja uma continuidade serena, tranquila, e ele tenha serenidade diante dos impasses, assim como Jesus teve durante a sua vida (Padre Bruno Barbieri, pároco da Paróquia Nossa Senhora Caravaggio de Ana Rech)

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