Responsável por analisar o pedido de interdição do sambódromo do Porto Seco, em Porto Alegre, o promotor Fábio Roque Sbardellotto, 47 anos, também esteve envolvido em ações que afetaram Grêmio e Inter no ano passado.
Membro da Promotoria de Justiça de Habitação e Defesa da Ordem Urbanística, Sbardellotto pediu o fechamento do estádio Beira-Rio para jogos, no dia 24 de maio, enquanto ocorresse a reforma para a Copa do Mundo de 2014.
À época, o Ministério Público (MP) denunciou a falta do Plano de Prevenção e Combate a Incêndio (PPCI) e irregularidades no Habite-se do estádio, que perderia a validade devido ao porte da obra. Além disso, os promotores afirmavam que, em caso de tumulto, a situação na torcida poderia se tornar incontrolável. Materiais da reforma poderiam ser utilizados em eventuais brigas, sustentou o MP.
No dia 22 de junho, a Justiça aceitou o pedido e interditou o Beira-Rio. Porém, em 2 de julho, o Inter teve concedida liminar que autorizou o funcionamento do anel superior do Beira-Rio.
Já em outubro, Sbardellotto ingressou com ação cautelar para impedir o "teste da avalanche" na Arena do Grêmio. O clube pretendia reunir 5 mil torcedores para avaliar as condições das arquibancadas durante o movimento após os gols antes da inauguração do novo estádio. O promotor conseguiu o cancelamento do evento por meio de ação judicial.
A promotoria também instaurou inquérito para analisar o incidente que deixou oito feridos após a avalanche no jogo do Grêmio contra a LDU, pela Copa Libertadores da América, na Arena.
Confira o pronunciamento do promotor na tarde desta quinta-feira:








