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Tragédia em Santa Maria06/02/2013 | 18h51Atualizada em 07/02/2013 | 02h19

Presos da boate Kiss recebem comida diferenciada, afirma Susepe

Medida é tomada por precaução a todos os detentos que estão isolados. Os demais se alimentam de comida preparada pela população carcerária

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Os quatro presos por medida provisória por causa do incêndio da boate Kiss, em Santa Maria, que vitimou 238 pessoas, recebem comida diferenciada na Penitenciária Estadual, no distrito de Santo Antão.

A Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) afirma que o tratamento é dado a todos os presos que estão isolados, como é o caso dos empresários e sócios da boate, Mauro Hoffmann e Elissandro Spohr, o Kiko, e dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, o produtor musical Luciano Bonilha Leitão e o músico Marcelo dos Santos.

Os detentos que não estão isolados se alimentam de comida preparada pelos próprios presos.

Já os que estão isolados comem alimentos preparados por funcionários. A medida, segundo a Susepe, é de praxe e serve para proteger os presos em isolamento.

Clique na imagem e confira o perfil das 238 vítimas

Como aconteceu

O incêndio na boate Kiss, no centro de Santa Maria, começou entre 2h e 3h da madrugada de domingo, dia 27 de ferereiro, quando a banda Gurizada Fandangueira, uma das atrações da noite, teria usado efeitos pirotécnicos durante a apresentação. O fogo teria iniciado na espuma do isolamento acústico, no teto da casa noturna.

Sem conseguir sair do estabelecimento, pelo menos 238 jovens morreram e mais de 100 ficaram feridos. A tragédia, que teve repercussão internacional, é considerada a maior da história do Rio Grande do Sul e o maior número de mortos nos últimos 50 anos no Brasil.

Em gráfico, entenda os eventos que originaram o fogo:


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