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Tragédia em Santa Maria11/02/2013 | 18h14Atualizada em 11/02/2013 | 18h14

Polícia Civil ouve testemunhas da tragédia na boate Kiss na região

Pessoas que estavam na casa noturna e retornaram as suas cidades prestaram depoimento

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Pelo menos três pessoas que moram em municípios da Região Central e estavam na boate Kiss no dia da tragédia prestaram depoimento à Polícia Civil nesta segunda-feira. Pela manhã, uma testemunha foi ouvida em Cruz Alta e à tarde, outras duas em Júlio de Castilhos.

Um policial civil foi até as delegacias dos municípios para colher as informações. Segundo o delegado Sandro Meinerz, um dos responsáveis pela investigação, muitos frequentadores da casa noturna daquela noite eram de cidades da região e estudavam na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

Com a proximidade do final do semestre letivo, muitos retornaram as suas casas depois do desastre. Como a ideia da polícia é ouvir o maior número possível de testemunhas, esses depoimentos ocorrerão nessas cidades. Outras pessoas já foram ouvidas em Ijuí e em Passo Fundo.

Clique na imagem e confira o perfil das vítimas:

Como aconteceu

O incêndio na boate Kiss, no centro de Santa Maria, começou entre 2h e 3h da madrugada de domingo, dia 27 de janeiro, quando a banda Gurizada Fandangueira, uma das atrações da noite, teria usado efeitos pirotécnicos durante a apresentação. O fogo teria iniciado na espuma do isolamento acústico, no teto da casa noturna.

Sem conseguir sair do estabelecimento, pelo menos 239 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridos.

A tragédia, que teve repercussão internacional, é considerada a maior da história do Rio Grande do Sul e o maior número de mortos nos últimos 50 anos no Brasil.

Em gráfico, entenda os eventos que originaram o fogo:


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