A direção do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte de Passageiros de Porto Alegre (Rodoviários/POA) diz que a entidade não participou da operação tartaruga que causou transtornos no trânsito da Capital na manhã desta terça-feira e repudia a iniciativa.
— Esse movimento é independente, não tem nada a ver com o sindicato. É um movimento político, com setores de partidos, que está fazendo esse vandalismo e prejudicando o usuário de Porto Alegre — afirma Emerson Dutra, diretor de Divulgação e Propaganda do sindicato.
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Segundo Dutra, o Rodoviários/POA não havia sido comunicado sobre o protesto e, mesmo se comunicado, seus membros não participariam, pois a entidade considera satisfatória a negociação do acordo coletivo, que resultou em aumento de 7,5% no salário e de R$ 1 por dia no vale-refeição.
Haveria nesta terça-feira, conforme o diretor, um plebiscito entre os rodoviários para ratificar ou não o acordo coletivo da categoria, mas a consulta foi cancelada na última quinta-feira, em reunião com o Ministério Público (MP), representantes do sindicato patronal, do Rodoviários/POA e de uma comissão de trabalhadores. O motivo do cancelamento, diz Dutra, seriam as ações do grupo dissidente, que tentava influenciar os votos dos rodoviários, o que tinha sido vedado em reunião prévia.
— Foi tratado que as partes não fariam panfletagem. Essa minoria trabalhou nas redes sociais, fez panfletagem. Eles não cumpriram a palavra deles. E o MP achou por bem cancelar o plebiscito porque ficou inviável. O MP achou que não tinha mais sentido porque os caras estavam induzindo a votação — afirma o dirigente.













