A bateria da Mangueira já foi cercada por grades e ameaçada por policiais, numa ousada coreografia de Carlinhos de Jesus, em 2010, em alusão à ditadura militar. Marchou em 2011. Ano passado, fez a maior paradona da história da Sapucaí — três minutos de silêncio, em que o público sustentou o samba.
Este ano, a Surdo 1 se multiplica por 2. Mestre Aílton entra na Avenida com duas baterias, com 250 ritmistas cada, que vão desfilar lado a lado. Enquanto uma se apresenta, a outra silencia e levanta os instrumentos. O efeito fez bonito no ensaio técnico. Dos 500 ritmistas, 180 foram arregimentados há três meses. Muitos vieram de outras escolas.
— A segunda bateria é para trazer para o desfile a garra e emoção do ensaio técnico. Elas têm funções diferentes, mas a mesma importância — disse o presidente Ivo Meirelles.
A bateria fará paradinhas e paradonas "até maiores que as do ano passado", disse Ivo.
Na Avenida, a história de Cuiabá
Jamelão conduzirá um trem fictício para levar à Avenida a história de Cuiabá. O carnavalesco Cid Carvalho homenageia, assim, o centenário do mais querido intérprete da Mangueira, morto em 2008, e finalmente leva a tão esperada ferrovia à capital mato-grossense.
A viagem passa por sete paradas. Estação Primeira: Mangueira. Aí Jamelão recebe outros bambas, como Carlos Cachaça, Cartola e Dona Zica para iniciarem a jornada. Daí seguem as outras estações: Eldorado, que mostra a fundação da escola; Mitos e Lendas trata do misticismo e folclore. Arte e Sabor lembra os pratos típicos e a cerâmica local. Seguem-se Festas e Santos, Portal do Paraíso e Mandem Lembranças ao Futuro — esta celebra a escolha de Cuiabá como cidade-sede da Copa.







