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Sob custódia05/02/2013 | 18h04

Médico diz que alta de sócio da boate Kiss depende de decisão da Justiça sobre local onde ele ficará preso

Paulo Viécili afirma que Kiko pode sofrer abalo psicológico se retornar a Santa Maria

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O médico que atende Elissandro Spohr, conhecido como Kiko, um dos sócios da boate Kiss, disse que o empresário só deve receber alta após a Justiça se manifestar sobre o pedido da defesa dele para que não seja encaminhado ao presído de Santa Maria.

De acordo com Paulo Viécili, Kiko poderia sofrer abalo psicológico ao retornar à cidade onde ocorreu a tragédia. Outro problema seria o risco à integridade física dele, uma vez que poderia sofrer represálias por ser um dos sócios da boate Kiss.

Ainda não há previsão de quando a Justiça se manifestará sobre a possível transferência do empresário para outro presídio. O médico também confirmou que concederá uma entrevista coletiva após as 18h15min para detalhar o estado de saúde de Kiko.

Kiko está internado sob custódia no Hospital Santa Lúcia, em Cruz Alta, no noroeste do Estado. Por volta das 17h30min de segunda-feira, ele foi visto espiando a movimentação da rua pela janela do quarto. 

O advogado de Spohr, Jader Marques, não foi localizado pela reportagem de Zero Hora para comentar o assunto.

Kiko concedeu uma entrevista exclusiva ao repórter Giovani Grizotti, da RBS TV, que foi ao ar na noite de domingo no programa Fantástico, da Rede Globo. Em depoimento, ele falou sobre a lotação, o alvará e outras questões relacionadas ao incêndio da boate Kiss.

Mauro Hoffmann, o outro sócio da boate Kiss, permanece preso no Presídio Regional de Santa Maria.

Clique na imagem e confira o perfil das 237 vítimas

Como aconteceu

O incêndio na boate Kiss, no centro de Santa Maria, começou entre 2h e 3h da madrugada de domingo, quando a banda Gurizada Fandangueira, uma das atrações da noite, teria usado efeitos pirotécnicos durante a apresentação. O fogo teria iniciado na espuma do isolamento acústico, no teto da casa noturna.

Sem conseguir sair do estabelecimento, pelo menos 237 jovens morreram e outros 100 ficaram feridos. Sobreviventes dizem que seguranças pediram comanda para liberar a saída, e portas teriam sido bloqueadas por alguns minutos por funcionários.

A tragédia, que teve repercussão internacional, é considerada a maior da história do Rio Grande do Sul e o maior número de mortos nos últimos 50 anos no Brasil.

Em gráfico, entenda os eventos que originaram o fogo:

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A boate

Localizada na Rua Andradas, no centro da cidade de Santa Maria, a boate Kiss costumava sediar festas e shows para o público universitário da região. A casa noturna é distribuída em três ambientes - além da área principal, onde ficava o palco, tinha uma pista de dança e uma área vip. De acordo com a Polícia Civil, a danceteria estava com o plano de prevenção de incêndios vencido desde agosto de 2012.

Clique na imagem abaixo para ver o antes e o depois da danceteria:


A festa

Chamada de "Agromerados", a festa voltada para estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) começou às 23h de sábado. O evento era de acadêmicos dos cursos de Agronomia, Medicina Veterinária, Tecnologia de Alimentos, Zootecnia, Tecnologia em Agronegócio e Pedagogia.

Segundo informações do site da casa noturna, os ingressos custavam R$ 15 e as atrações eram as bandas "Gurizadas Fandangueira", "Pimenta e seus Comparsas", além dos DJs Bolinha, Sandro Cidade e Juliano Paim.

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