Anunciada na manhã desta quinta-feira pelo promotor Fábio Sbardellotto, da Promotoria de Justiça de Habitação e Defesa da Ordem Urbanística, a possível interdição do Complexo Cultural do Porto Seco, sede do carnaval de Porto Alegre, causou surpresa para o presidente da União das Escolas de Samba do Grupo Especial de Porto Alegre, Juarez Gutierres. O cancelamento, segundo ele, poderia gerar um prejuízo de R$ 20 milhões.
— Fico espantado que, a 24 horas do evento, se comece a discutir isso. Carnaval não é um fato sazonal, está previsto para acontecer todos os anos — diz.
Gutierres afirma que a interdição geraria um colapso tanto financeiro quanto cultural. De forma direta, seriam investidos cerca de R$ 20 milhões entre pagamento de salários e compra de materiais.
— São mais de 3 mil famílias que vivem do Carnaval. Depois que o evento é encerrado, as escolas seguem honrando seus compromissos. Não tenho palavras para nominar este anúncio — finaliza.













