Uma mulher está sendo investigada pela Procuradoria-Geral do Município (PGM) após oferecer facilidades para proprietários das boates interditadas pela prefeitura para agilizar a reabertura das casas noturnas.
A golpista, que se identifica apenas como "Cris", entrou em contato com o dono de um dos locais fechados na sexta-feira passada para negociar a liberação de alvará contra incêndio e do Habite-se. A mulher afirma ter contatos na Secretaria Municipal de Obras e Viação (Smov) e no Corpo de Bombeiros que facilitariam a obtenção dos documentos. Os fatos que tratam do indício de fraude foram denunciados à Comissão de Inspeção de Licenciamentos.
A denúncia partiu do proprietário de uma das casas noturnas fechadas na sexta-feira. Após gravar a conversa em que é negociada a venda de documentos, o empresário entrou em contato com a Procuradoria.
De acordo com a procuradora Vanêsca Prestes , a PGM fará interpelação judicial para que a mulher informe os nomes dos servidores públicos a quem se refere como seus facilitadores.
— Não houve prisão porque não aconteceu o flagrante. Mas ele será processado e vamos investigar para ver se não há mais pessoas envolvidas no golpe — afirma a procuradora.
A ação de fiscalização começou na sexta-feira passada, um dia após o fim do o prazo para que as casas noturnas entregassem os planos de prevenção contra incêndio. Dos 102 bares e boates da Capital, apenas 21 deles enviaram o documento à prefeitura. A operação da SMIC foi idealizada após a tragédia em Santa Maria, na qual morreram 239 pessoas.












