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Tragédia em Santa Maria06/02/2013 | 18h26Atualizada em 07/02/2013 | 01h53

Delegada diz que não divulgou local da prisão para preservar integridade física de Kiko

Na noite de terça-feira, polícia havia informado que empresário seria levado a Ijuí após receber alta de hospital em Cruz Alta

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Delegada diz que não divulgou local da prisão para preservar integridade física de Kiko Fernando Goettems/Agência RBS
A delegada Lylian Carús, substituta da Delegacia Regional de Polícia de Cruz Alta, decidiu não revelar, na terça-feira, o destino de Elissandro Spohr Foto: Fernando Goettems / Agência RBS
Temendo represálias de familiares das vítimas da boate Kiss, a delegada Lylian Carús, substituta da Delegacia Regional de Polícia de Cruz Alta, decidiu não revelar, na terça-feira, o destino de Elissandro Spohr, mais conhecido como Kiko, sócio da casa de festas, após ele receber alta do Hospital Santa Lúcia. O empresário foi levado do Hospital para a delegacia e, depois, encaminhado ao Presídio Regional de Santa Maria, no distrito de Santo Antão. 

— Depois que ele chegou à delegacia e tomamos conhecimento do local para onde ele seria transferido, não divulgamos mais nenhuma informação. Tínhamos que preservar a integridade física do Elissandro — revela.

Na terça-feira à noite, Brigada Militar e Polícia Civil informaram que o empresário seria transferido para a Penitenciária Modulada de Ijuí, pois o seu advogado, Jader Marques, havia pedido, ainda na segunda-feira, que ele não ficasse detido na região de Santa Maria. Porém, o juíz Ulysses Fonseca Louzada, da Comarca de Santa Maria, acatou o parecer do Ministério Público, que decidiu pela transferência ao presídio de Santa Maria.

— Temíamos que algum familiar pudesse fazer algo contra o Elissandro. Entendemos que a justiça não deve ser feita com as próprias mãos. Ninguém me deu nenhuma ordem para isso, apenas eu estava preocupada em garantir que ele fosse encaminhado ao seu destino com segurança — explica.

Clique na imagem e confira o perfil das 238 vítimas

Como aconteceu

O incêndio na boate Kiss, no centro de Santa Maria, começou entre 2h e 3h da madrugada de domingo, dia 27 de ferereiro, quando a banda Gurizada Fandangueira, uma das atrações da noite, teria usado efeitos pirotécnicos durante a apresentação. O fogo teria iniciado na espuma do isolamento acústico, no teto da casa noturna.

Sem conseguir sair do estabelecimento, pelo menos 238 jovens morreram e mais de 100 ficaram feridos. A tragédia, que teve repercussão internacional, é considerada a maior da história do Rio Grande do Sul e o maior número de mortos nos últimos 50 anos no Brasil.

Em gráfico, entenda os eventos que originaram o fogo:


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