Dona do melhor samba da safra de 2013, a Unidos de Vila Isabel será a última a desfilar aqui no Rio. A Sapucaí talvez grite “É Campeã!”. O enredo caipira agradou e casou bem com a boemia característica do bairro de Noel Rosa, sempre lembrado.
Para compor o samba, um timaço: André Diniz, Arlindo Cruz, Martinho da Vila, Leonel e Tunico da Vila. O passado rural dos subúrbios, o romantismo da vida sertaneja e muita simplicidade estão na receita visual. A carnavalesca Rosa Magalhães sabe muito e seus carnavais são marcantes. Vai ser bonito de ver o sertão com sanfona e viola caindo no samba da Vila, chão de poesia, celeiro de bambas, como diz o refrão que Tinga vai cantar.
Bola Preta arrasou
O Carnaval de rua tem a marca da liberdade dos blocos e cordões. Centenas deles agitam o Rio desde o fim de 2012, e o calendário da folia espontânea vai até março. Nenhum bloco supera o Bola Preta, que divide o sambódromo com as escolas de samba na fase dos ensaios técnicos. Sua passagem pela Sapucaí teve público de mais de 50 mil espectadores, que desceram das arquibancadas e sambaram na pista. A banda do cordão fundado em 1918, com Milton Cunha em performance descontraída, foi da Presidente Vargas à Apoteose fazendo o povo brincar com sambas e marchinhas antigas.








