As fortes chuvas que atingiram o Estado nesta quarta-feira foram causadas por uma combinação de fatores. Conforme a Somar Meteorologia, a frente fria que avança pelo Rio Grande do Sul desde segunda-feira se favoreceu da umidade vinda da Amazônia. Estes fatores, somados às altas temperaturas registradas — a máxima em Porto Alegre na tarde de quarta-feira foi de 31,4ºC — geraram as zonas de instabilidade e provocaram as fortes tempestades.
Até o início desta noite, 74mm de chuva haviam sido registrados na Capital, o que representa 68% do volume esperado para o mês de fevereiro. Conforme Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), entre as 15h e 16h, a estação do Jardim Botânico acusou 69 mm de água. Este é o maior volume registrado em uma hora desde que a estação automática começou a operar há seis anos.
Outro fator que pode ter colaborado com as precipitações é a grande quantidade de vapor de água registrado na atmosfera em todo Estado desde ontem, afirma o professor de meteorologia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Ernani nascimento:
— Quanto mais alta a temperatura, mais vapor é retido pela atmosfera. Quando chega a frente fria, isso se transforma em chuva— explica.
Além disso, um ciclone extratropical está em formação no oceano, o que pode trazer mais transtornos entre hoje e amanhã, ressalta o professor. O Litoral Sul do Estado poderá receber fortes chuvas por causa do fenômeno, que não deve atingir a costa.













