Na terça ou quarta-feira da semana que vem, o Instituto-Geral de Perícias (IGP) deve ter o resultado sobre a presença de cianeto nas amostras de sangue das vítimas do incêndio da boate Kiss.
Dois técnicos do IGP foram à Argentina para fazer a análise do material coletado. O trabalho está sendo feito em parceria com o Laboratório Policial de Química Forense da Polícia da Província de Buenos Aires, em La Plata, a 50 quilômetros da capital argentina.
O local foi escolhido porque o laboratório tem uma metodologia que torna mais rápida a análise, já que o número de amostras é elevado - 234 amostras de mortos no incêndio e uma de uma vítima que morreu em um hospital, totalizando 235 materiais para análise.
O cianeto é um dos gases liberados na queima da espuma que teria sido usada no revestimento acústico da boate. O gás pode ter causado a morte por intoxicação das vítimas que estavam na Kiss.
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Como aconteceu
O incêndio na boate Kiss, no centro de Santa Maria, começou entre 2h e 3h da madrugada de domingo, dia 27 de ferereiro, quando a banda Gurizada Fandangueira, uma das atrações da noite, teria usado efeitos pirotécnicos durante a apresentação. O fogo teria iniciado na espuma do isolamento acústico, no teto da casa noturna.
Sem conseguir sair do estabelecimento, pelo menos 238 jovens morreram e mais de 100 ficaram feridos.
A tragédia, que teve repercussão internacional, é considerada a maior da história do Rio Grande do Sul e o maior número de mortos nos últimos 50 anos no Brasil.
Em gráfico, entenda os eventos que originaram o fogo:
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