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À procura do sinal07/01/2013 | 05h21

Usuário sofre para acessar internet 3G no Litoral Norte

Teste ZH em quatro praias comprova que metade das operadoras tem conexão ruim

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Usuário sofre para acessar internet 3G no Litoral Norte Lauro Alves/Agencia RBS
Para obter conexão 3G à internet, o empresário Cristiano Berni precisa sair à rua em Xangri-lá Foto: Lauro Alves / Agencia RBS
Quem planeja curtir o Litoral sem abrir mão do acesso à internet móvel pode se decepcionar com a dificuldade de conseguir sinal de qualidade, como mostra avaliação feita por ZH em quatro praias no sábado

Ano novo, drama antigo. A falta de investimento no Litoral e o crescente número de usuários com acesso 3G, como é chamada a internet móvel de alta velocidade, fazem com que, mais uma vez, quem paga por pacotes de dados volte a sofrer com conexões ruins durante o veraneio. Isso quando consegue.

Em teste realizado por Zero Hora entre a manhã e a tarde do último sábado nas praias de Tramandaí, Capão da Canoa, Xangri-lá e Torres, as operadoras TIM e Claro apresentaram desempenho muito abaixo da velocidade média de conexão 3G no Brasil, de 1.128 kilobits por segundo (Kbps).

No caso da TIM, não foi possível obter acesso ao 3G via celular em nenhuma das praias visitadas. A operadora inclusive orienta suas lojas no Litoral a não vender chips, a menos que o cliente insista. Já o celular equipado com chip da Claro só conseguiu acessar o serviço 3G em uma cidade, e mesmo assim com velocidade (15 Kbps) inferior à das antigas conexões fixas por linha discada (56 Kbps).

As amigas Fernanda Telles, cliente da Claro, e Paula Maccari e Bruna Maccari, usuária da TIM, que curtiam as areias de Atlântida na manhã de sábado, eram só descontentamento com o serviço de internet à beira-mar.

— É terrível, porque temos um e-commerce (loja online). Quando precisamos de fato da internet, não podemos contar. Chega a ser ruim de vir para a praia, porque não conseguimos ficar de olho no nosso negócio — desabafa Bruna, parceira da irmã, Paula, em uma empresa de venda de roupas.

Vivo e Oi foram as operadoras que obtiveram melhor desempenho nas quatro praias em que o teste foi realizado. Para Eduardo Tude, presidente da consultoria Teleco, o resultado dessas duas operadoras pode ser considerado satisfatório.

— Normalmente, o que se espera de uma boa conexão 3G é uma velocidade em torno de 1 mil Kbps, por isso se pode dizer que as duas foram bem — avalia o consultor.

Mas mesmo as operadoras que apresentaram bons resultados no teste podem deixar a desejar. O empresário Cristiano Berni, cliente da Vivo, conta que, entre o Natal e o Ano-Novo, a conexão era quase impossível.

— Foi só a praia começar a lotar que a velocidade piorou muito — relata.

Pressão é recurso para o consumidor

Se fosse possível, um item teria lugar garantido na bagagem de Cristiano Berni quando ele parte para a casa onde veraneia, em Xangri-lá: sinal 3G. Mesmo estando em férias, Cristiano precisa da conexão para acessar documentos relacionados ao trabalho. Usuário da Vivo, a melhor colocada nos testes, Berni faz malabarismo para conseguir a conexão com velocidade razoável.

— Saio de casa, vou para o meio da rua. Daí, funciona — relata, enfrentando a dificuldade com bom humor.

A descontração de Cristiano nem sempre é comum entre usuários descontentes com suas operadoras. O Procon-RS orienta buscar informações sobre a área de cobertura antes de contratar um pacote de dados.

— O consumidor deve reclamar, especialmente quando não foi informado sobre ausência de sinal em determinada cidade — explica o diretor estadual do Procon, Cristiano Aquino.

Nesse caso, a pressão dos consumidores ainda é a forma mais eficaz para reivindicar a melhora da qualidade dos serviços, destaca Eduardo Tude, presidente da Teleco, consultoria especializada em telecomunicações.

— Temos um tráfego grande nesta época, o chamado uso temporário. Depois, a rede fica ociosa, não justificando um grande investimento das operadoras, que não têm obrigação de atender a picos sazonais — explica Tude.

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