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Tráfico15/01/2013 | 18h48

Traficantes são presos com cocaína em microtubos usados por laboratórios

Este tipo de embalagem é mais utilizado por traficantes de São Paulo

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Traficantes são presos com cocaína em microtubos usados por laboratórios Denarc/Divulgação
Os eppendorfs são utilizados por laboratórios de análises clínicas Foto: Denarc / Divulgação

O Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc) prendeu nesta terça-feira dois homens no momento em que colocavam cocaína em microtubos conhecidos como eppendorf, originalmente destinados a laboratórios de análises clínicas.

Por ter um tamanho reduzido (os mais comuns são de 1,5 mililitros) e conter uma tampa anexada, os pequenos tubos plásticos passaram a ser usados por traficantes paulistas para embalar entorpecentes e, aos poucos, começam a aparecer no Estado.

De acordo com o Denarc, ao cumprir mandato de busca em apreensão na rua Santana, no bairro Olímpica, em Esteio, os agentes encontraram dois homens com 170 eppendorf's vazios e 32 preenchidos com cocaína. A dupla, um de 26 anos e outro de 40, também mantinha um rádio comunicador na frequência das polícias do RS, dois rolos de etiquetas, prato com resquícios do entorpecente, seis celulares, uma caixa de lâmina de barbear, uma colher e uma calculadora.

Segundo o delegado Thiago Benemmann, coordenador da operação, os eppendorfs começaram a ser utilizados pelo PCC, em São Paulo.

— É uma forma de armazenamento pouco usual no Estado, até porque não possui acesso tão disponível. Este tipo de oferta indica a venda para usuários de maior poder aquisitivo, já que é preciso um investimento maior dos traficantes — explica.

A dupla foi autuada por tráfico de drogas e associação para o tráfico e encaminhada ao Presídio Central.

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