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Contra apagões11/01/2013 | 22h37

Sinaleiras da Capital vão ter no-breaks

Até início de março deve ser publicado o edital para a aquisição dos equipamentos via pregão

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Pelo fim dos apagões nas sinaleiras a cada chuvarada, a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) pretende adquirir no-breaks para manter os equipamentos ligados em até 600 cruzamentos de Porto Alegre durante os temporais. O edital deverá ser publicado até o início de março, e a previsão é de que no segundo semestre os primeiros semáforos estejam funcionando com a pretendida proteção contra as interrupções de energia.

A fragilidade da rede semafórica da Capital é conhecida. A repetição dos desligamentos a cada chuva ou vento mais fortes, acarretando complicações no trânsito, inspirou a criação de um apelido, as "sinaleiras de açúcar". O auge dos problemas foi em setembro do ano passado, quando um temporal tirou do ar mais de uma centena de equipamentos.

— O equipamento tem um número de ocorrências aceitável, mas isso não se cumpriu naquele setembro — afirmou o diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari.

Em relatório divulgado nesta sexta-feira, a EPTC apontou que, naquela ocasião, 152 semáforos tiveram problemas técnicos, além do simples desligamento por falta de energia. A empresa responsável pelo fornecimento e manutenção dos equipamentos reformou-os e conseguiu escapar da punição do órgão de trânsito.

— Tivemos um relatório da área técnica e operacional da EPTC, que acompanhou os equipamentos que receberam melhorias técnicas. O relatório atesta que eles tiveram a correção adequada e, a partir dos testes feitos, comprovou que estão nos padrões internacionais de qualidade. Portanto, decidimos não aplicar punições à empresa — argumentou Cappellari.

Pregão poderá reduzir em até 40% o custo do material

Com melhorias técnicas, mas ainda vulnerável ao corte de energia nas intempéries, parte dos 1.046 semáforos da cidade poderá resistir à falta de luz com a previsão de instalação dos no-breaks. Cada unidade custa entre R$ 12 mil e R$ 15 mil, porém a

EPTC confia na redução de 30% a 40% do custo com a realização de pregão eletrônico. Pelos valores de mercado e a disponibilidade financeira da prefeitura, a EPTC estima que será possível instalar, inicialmente, cerca de 50 no-breaks nos principais cruzamentos.

O engenheiro mecânico e consultor de trânsito Walter Kauffmann Neto concorda que os no-breaks poderão garantir que os semáforos se mantenham operantes em meio ao mau tempo. Ele ressalta, no entanto, que deve haver um investimento maciço em tecnologia para aperfeiçoar a rede de sinaleiras da cidade.

— Só agora é que estão colocando algumas sinaleiras com LED, que é uma tecnologia mais moderna — criticou.

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