Ana Amélia Lemos, Paulo Paim e Pedro Simon desembarcaram na manhã desta segunda-feira em Santa Maria, palco da tragédia que matou 231 jovens em incêndio na boate Kiss. Os senadores gaúchos se deslocaram para o ginásio municipal, onde ocorre um velório coletivo. Eles ainda pretendem visitar parte dos mais de 150 feridos que estão internados em hospitais da região.
— O momento é de muito choro, muita tristeza e de solidariedade total — declarou Paulo Paim.
Pedro Simon se mostrou comovido com o acontecimento:
— Nós vemos pela imprensa notícias assim pelo mundo inteiro e achamos que isso nunca chegará à nossa casa. Foi realmente muito cruel, Santa Maria não merecia — disse.
A passagem dos senadores pela cidade deverá ser breve. A presença dos parlamentares provocou um grande movimento na local onde parte dos mortos é velada.
— Esse é um momento de muita dor para o Rio Grande do Sul, Santa Maria e para o Brasil. Viemos aqui para registrar a nossa solidariedade, e vamos trabalhar intensamente para ajudar a prefeitura de Santa Maria e os governos estadual e federal — enfatizou Ana Amélia.
Pelas redes sociais, senadores de diversas regiões do país manifestaram solidariedade aos familiares e amigos das vítimas. Em função do luto oficial de três dias decretado pela presidente Dilma Rousseff, as bandeiras do Brasil e do Mercosul foram içadas a meio mastro no Congresso Nacional nesta segunda-feira.
Ainda no domingo, o senadores gaúchos haviam divulgado uma nota oficial sobre a tragédia.
NOTA DE PESAR
Os senadores do Rio Grande do Sul, Pedro Simon (PMDB), Paulo Paim (PT) e Ana Amélia (PP), expressam solidariedade e condolências às famílias dos jovens que morreram no trágico incêndio em Santa Maria, sepultando sonhos e enlutando centenas de famílias. Essa tragédia entristece o Rio Grande do Sul e o Brasil pela sua dimensão e pela dor de tantas perdas.
Os senadores destacam a visita da Presidente da República, Dilma Rousseff (PT), a Santa Maria, nesta tarde. Foi um gesto de solidariedade às famílias das vítimas e aos sobreviventes que estão hospitalizados.
A bancada gaúcha no Senado se coloca à disposição das famílias e das autoridades para colaborar no campo legislativo para evitar casos semelhantes e aguarda a correta e rigorosa investigação sobre as causas desta tragédia, a maior na história do Rio Grande do Sul.
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A tragédia
O incêndio na boate Kiss, no centro de Santa Maria, começou entre 2h e 3h da madrugada de domingo, quando a banda Gurizada Fandangueira, uma das atrações da noite, teria usado efeitos pirotécnicos durante a apresentação. O fogo teria iniciado na espuma do isolamento acústico, no teto da casa noturna.
Sem conseguir sair do estabelecimento, mais de 200 jovens morreram e outros 100 ficaram feridos. Sobreviventes dizem que seguranças pediram comanda para liberar a saída, e portas teriam sido bloqueadas por alguns minutos por funcionários.
A tragédia, que teve repercussão internacional, é considera a maior da história do Rio Grande do Sul e o maior número de mortos nos últimos 50 anos no Brasil.
Veja onde aconteceu
Imagem: Arte ZH
A boate
Localizada na Rua Andradas, no centro da cidade da Região Central, a boate Kiss costumava sediar festas e shows para o público universitário da região. A casa noturna é distribuída em três ambientes - além da área principal, onde ficava o palco, tinha uma pista de dança e uma área vip. De acordo com o comando da Brigada Militar, a danceteria estava com o plano de prevenção de incêndios vencido desde agosto de 2012.
Clique na imagem abaixo para ver a boate antes e depois do incêndio A festa
Chamada de "Agromerados", a festa voltada para estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) começou às 23h de sábado. O evento era de acadêmicos dos cursos de Agronomia, Medicina Veterinária, Tecnologia de Alimentos, Zootecnia, Tecnologia em Agronegócio e Pedagogia. Segundo informações do site da casa noturna, os ingressos custavam R$ 15 e as atrações eram as bandas "Gurizadas Fandangueira", "Pimenta e seus Comparsas", além dos DJs Bolinha, Sandro Cidade e Juliano Paim.

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