Em visita à cidade de Cotiporã, na Serra Gaúcha, na manhã desta terça-feira, o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, elogiou o trabalho da Brigada Militar e prometeu novos investimentos na área de segurança para o ano de 2013.
O governador visitou a casa da família Buratti, que foi feita de refém em sequestro que durou quase 20 horas, e participou de almoço comunitário do salão da Paróquia São Pedro.
Leia a seguir trechos da entrevista a Zero Hora:
Zero Hora — Após a liberação dos reféns, no domingo à noite, apenas na tarde de segunda-feira a polícia entrou com efetivo na mata para buscar os bandidos. Por que houve essa demora?
Tarso Genro — Não demorou, a polícia agiu segundo plano determinado de cautela, para que não tivesse efeito sobre as vítimas.
ZH — Havia movimentação dos criminosos na região, por que não houve uma ação preventiva?
Tarso — Quando a polícia faz levantamentos de inteligência, age conforme os dados que têm. Sabíamos que haveria uma ação na região, mas não tínhamos confirmação de onde seria. Se a polícia soubesse quem eram as pessoas e onde seria, teria agido preventivamente com mandado de busca.
ZH — O que pode ser feito para melhorar a segurança em pequenos municípios como Cotiporã?
Tarso — O programa de segurança pública passa por apostar no capital humano, melhorando salário e formação de policiais civis e militares. Também pretendemos equipar as polícias, que estão à beira do sucateamento, e fazer uma redistribuição de pessoal, para fortalecer as regiões mais importantes. O resultado desse programa já está aparecendo. Os policiais merecem elogios, vamos analisar se eles merecem alguma promoção especial.
ZH — O que representou a visita do senhor a Cotiporã?
Tarso — Essa visita tem um caráter simbólico de respeito à família, de dizer que a segurança pública não é um mero embate entre bandidos e mocinhos, ela é sobretudo a preservação da vida das pessoas, como essas que foram tornadas reféns. Isso não é um espasmo de preocupação do governo. É parte da nossa política de segurança. São diversas quadrilhas presas, porque as polícias civil e militar mudaram seu processo de agir. É um árduo trabalho de inteligência para ter resultados concretos como esse.
ZH — E que investimentos se podem esperar para 2013 na área da segurança?
Tarso — Mais carros, mais armas. Tudo o que a polícia precisar de material não vai faltar. Vamos contratar mais gente. Essa é uma mudança estrutural, não apenas de quantidade de pessoal. A mudança vai desde a formação do indivíduo até a base tecnológica das ações policiais.









