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Polo Naval26/01/2013 | 08h02

Pico de empregos ainda não foi atingido em Rio Grande

Falta de mão de obra especializada faz com que o número de forasteiros aumente na cidade

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Pico de empregos ainda não foi atingido em Rio Grande Lauro Alves/Agencia RBS
Estima-se que mais de 40% dos trabalhadores do polo naval não tenha nascido em Rio Grande Foto: Lauro Alves / Agencia RBS
Pelo menos 10 mil trabalhadores atuam no polo naval e estima-se que mais de 40% não tenha nascido em Rio Grande. Com os novos empreendimentos, o número pode chegar a 20 mil, inflando o percentual de forasteiros, porque falta mão de obra especializada.

— Fizemos a P-53 (veja quadro abaixo) com o que chamamos de turma de 65. A maioria vinha do Rio, estava aposentada. Tinha atuado na indústria naval, que quase deixou de existir na década de 80. Formamos alguma mão de obra local, mas é insuficiente — conta Gilson Moreira, da Quip.

As empresas não realizam recrutamento fora do Estado. Os trabalhadores é que enviam seus currículos. Tem ainda a propaganda boca a boca, o que pode explicar a grande leva de nordestinos.

Se faltam operários no polo, também há escassez no mercado tradicional. Uma madeireira da cidade perdeu tantos funcionários que teve de recrutar uma nova leva em Arroio Grande. Os salários no comércio inflacionaram, mas não são suficientes para prender quem tem qualificação técnica para trabalhar nos estaleiros.

LINHA DE PRODUÇÃO

Os empreendimentos da indústria naval

Em operação
Estaleiro da Quip
P-53 - Primeira plataforma construída em Rio Grande. Ficou pronta em 2008
P-58 - Plataforma FPSO (casco flutuante)
P-63 - Estaleiro Rio Grande 1 (dique seco)
P-55 - Plataforma semissubmersível (Quip e Estaleiro Atlântico Sul)
8 cascos FPSOs (Ecovix)

O que ainda está por vir
Estaleiro Rio Grande 2
Navios-sonda (Ecovix)
Estaleiro Wilson Sons
São José do Norte
Estaleiro EBR (obras previstas para se iniciarem em fevereiro)
2 plataformas FPSO (P-74 e P-76)

Comentar esta matéria Comentários (4)

Miguidelo

A dificuldade de alojar esse contingente de trabalhadores advém da incapacidade da Prefeitura de Rio Grande em concluir os diversos conjuntos residenciais que ficaram pela metade ou nem iniciaram. Tudo que foi feito de 2006 a 2012 foram 150 casas minúsculas. Esse fato é inacreditável.

26/01/2013 | 20h07 Denunciar

Diego

Se fala tanto que falta mão de obra qualificada, mas conheço inúmeras pessoas em Pelotas que investiram alto nos cursos de solda e até hoje nem ao menos foram chamados para realizar um teste.

26/01/2013 | 14h04 Denunciar

LUIZ CARLOS JUNIOR

Amo Rio Grande e desejo voltar pra lá, por favor quais as vagas e critérios para almejar uma???? Por favor grupo RBS divulgue para que possamos saber. Muito Obrigado!!!

26/01/2013 | 12h09 Denunciar

LUIZ CARLOS JUNIOR

Que maravilha saber que Rio Grande está em franco crescimento, quando morei lá existia um adesivo que que dizia: "Rio Grande, o último que sair apague a luz", fiquei indignado e fui para rádio reclamar para as autoridades e o adesivo foi extinto, hoje vejo que valeu a pena brigar por essa cidade.

26/01/2013 | 12h07 Denunciar

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