A Polícia Civil de Santa Cruz do Sul e peritos de Santa Maria voltaram, na tarde desta quinta-feira, ao ponto turístico onde o corpo de Ana Paula Sulzbacher, 15 anos, foi encontrado há 17 dias. O objetivo é encontrar novos vestígios para desvendar como aconteceu a morte da adolescente, já que no dia que ela foi localizada a perícia foi feita à noite.
Segundo o delegado Miguel Mendes Ribeiro Neto, por meio da nova análise do Parque da Cruz e de registro fotográfico, a perícia pretende verificar se a menina foi jogada do penhasco de 40 metros ou se ela caiu, provocando as múltiplas fraturas que levaram à morte. Mesmo sendo menos provável, o delegado também quer conferir se é possível que o corpo tenha sido depositado no local após a morte.
Com a ajuda dos Bombeiros, um dos peritos desceu o penhasco e fotografou o paredão de diferentes angulações.
— Com isso queremos pelo menos descartar uma ou mais suspeitas, porque a queda acontece de forma diferente se ela for jogada ou cair do penhasco — explica Ribeiro Neto.
A principal suspeita continua sendo de que ela teria sido levada até o parque, onde teria ocorrido tentativa de abuso sexual e, depois, a queda do penhasco.
A polícia ainda aguarda exames complementares, como análise de possíveis materiais genéticos encontrados no corpo de Ana Paula que possam levar à identificação do assassino e se havia alguma substância estranha que ela possa ter sido forçada a ingerir. Esses resultados devem demorar pelo menos mais dez dias para serem divulgados.
Quanto a possíveis suspeitos de terem cometido o crime, o delegado prefere não falar do assunto. Segundo ele, a divulgação pode atrapalhar as investigações.









