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Caso Ana Paula03/01/2013 | 18h23Atualizada em 03/01/2013 | 18h32

Perícia faz nova análise no ponto turístico onde adolescente foi encontrada morta em Santa Cruz do Sul

Corpo de Ana Paula Sulzbacher, 15 anos, foi localizado há 17 dias na beira de um penhasco

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Perícia faz nova análise no ponto turístico onde adolescente foi encontrada morta em Santa Cruz do Sul Cesar Lopes/Especial
Com ajuda de bombeiro, perito desceu penhasco de 40 metros para fotografá-lo Foto: Cesar Lopes / Especial
A Polícia Civil de Santa Cruz do Sul e peritos de Santa Maria voltaram, na tarde desta quinta-feira, ao ponto turístico onde o corpo de Ana Paula Sulzbacher, 15 anos, foi encontrado há 17 dias. O objetivo é encontrar novos vestígios para desvendar como aconteceu a morte da adolescente, já que no dia que ela foi localizada a perícia foi feita à noite.

Segundo o delegado Miguel Mendes Ribeiro Neto, por meio da nova análise do Parque da Cruz e de registro fotográfico, a perícia pretende verificar se a menina foi jogada do penhasco de 40 metros ou se ela caiu, provocando as múltiplas fraturas que levaram à morte. Mesmo sendo menos provável, o delegado também quer conferir se é possível que o corpo tenha sido depositado no local após a morte.

Com a ajuda dos Bombeiros, um dos peritos desceu o penhasco e fotografou o paredão de diferentes angulações. 

— Com isso queremos pelo menos descartar uma ou mais suspeitas, porque a queda acontece de forma diferente se ela for jogada ou cair do penhasco — explica Ribeiro Neto.

A principal suspeita continua sendo de que ela teria sido levada até o parque, onde teria ocorrido tentativa de abuso sexual e, depois, a queda do penhasco.

A polícia ainda aguarda exames complementares, como análise de possíveis materiais genéticos encontrados no corpo de Ana Paula que possam levar à identificação do assassino e se havia alguma substância estranha que ela possa ter sido forçada a ingerir. Esses resultados devem demorar pelo menos mais dez dias para serem divulgados.

Quanto a possíveis suspeitos de terem cometido o crime, o delegado prefere não falar do assunto. Segundo ele, a divulgação pode atrapalhar as investigações.

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