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Morte na Capital08/01/2013 | 14h37

Origem de choque que atingiu turista argentina pode ter sido portão energizado, aponta perícia

Segundo o delegado responsável pela investigação, técnicos da CEEE constataram que o portão e toda a cerca do prédio na Avenida Andaraí, estavam energizados

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Origem de choque que atingiu turista argentina pode ter sido portão energizado, aponta perícia Diego Vara/Agencia RBS
Funcionários do Instituto Geral de Perícias e da CEEE realizaram perícia em prédio nesta terça-feira Foto: Diego Vara / Agencia RBS
A análise de peritos na manhã desta terça-feira e informações de técnicos da CEEE apontam que a energização da tampa da caixa do motor de um portão elétrico pode ter motivado o choque que atingiu a turista argentina Norma Adriana Gonzalez, 47 anos, na noite desta segunda-feira, na zona norte de Porto Alegre. Norma morreu após receber a descarga elétrica.

— Eu não tenho o laudo do IGP (Instituto Geral de Perícias) ainda, mas, pelo que os peritos me repassaram, a fuga de energia ocorreu no motor — confirmou o delegado Carlos Miguel Locks Xavier, que responde pela 9ª Delegacia de Polícia Civil.

GALERIA DE FOTOS: veja imagens do trabalho da perícia nesta terça-feira

De acordo com o delegado, os técnicos da companhia constataram que o portão e toda a cerca do prédio na Avenida Andaraí, no bairro Passo D'Areia, estavam energizados por estarem em contato coma tampa do motor. Ao descer de um táxi e se dirigir ao prédio pela calçada, que estava alagada, a turista recebeu o choque e não resistiu.

Ainda conforme o delegado, a hipótese mais provável é que Norma tenha pisado em um trecho gramado da calçada, o que teria levado a um choque mais forte, já que a terra é uma melhor condutora de eletricidade do que o basalto que compõe a maior parte da calçada no local.

— Vamos agora ver se houve imperícia na instalação ou um desgaste natural. Já convidei o síndico e as outras pessoas que estiveram no local para me dar as informações necessárias — disse o delegado, confirmando que poderá haver indiciamento de responsáveis por homicídio, em caso de ser confirmada negligência.

O choque

Com água até a altura do joelho, Norma desceu do carro e, na mesma hora, caiu na água que tomava conta da rua até o portão do edifício. Por cerca de 15 minutos, o zelador e alguns vizinhos da rua tentaram tirar Norma da água, mas eram repulsados pela eletricidade que emanava do corpo.

De acordo com o inspetor André Silva, imagens das câmeras de vigilância do edifício serão utilizadas para investigar as circunstâncias da ocorrência.

Norma estava prestes a voltar para a Argentina

Há cinco meses na Capital, Norma estava hospedada no apartamento da psiquiatra Anelise Carvalho Figueiredo, 47 anos, na Rua Andaraí, zona norte da Capital. As duas estavam voltando do consultório, que fica no bairro Moinhos de Vento, quando houve o incidente. Segundo Anelise, Norma estava prestes a voltar para Buenos Aires, onde trabalhava com criação de gado.

— Conheci ela através de uma amiga, que veio trabalhar aqui. Ela voltou para a Argentina, mas a Norma resolveu ficar um pouco mais — relata.

Único contato entre as duas, a amiga em comum era a esperança de Anelise para conseguir contatos de familiares de Norma e passar os telefones ao consulado da Argentina, que pretendia fazer o comunicado da morte.

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