Um contêiner colocado nesta manhã no Largo Glênio Peres, no coração de Porto Alegre, chama a atenção de curiosos e simpatizantes das causas ambientais. Organizada pelo Instituto Sea Shepherd Brasil, a manifestação representa a luta contra uma prática cruel: o finning.
A caixa representa uma carga de 3,4 toneladas de barbatanas de tubarão apreendida há três anos pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) em Rio Grande, no sul do Estado. A prática de finning (derivado de fin, barbatana em inglês) consiste em retirar as barbatanas do animal ainda vivo e jogá-lo ao mar.
A atividade encontra um vasto mercado na Ásia, onde as barbatanas são vistas como iguarias saudáveis e afrodisíacas. Segundo o superintendente do Ibama no Estado, o corpo do animal e lançado ao mar a fim de que o espaço dentro do navio seja melhor aproveitado para carregar a carga.
Foto: Diego Vara
— A costa gaúcha conta com grande presença de tubarões. No país todo temos registro desta prática. Os ministérios do Meio Ambiente e da Pesca (e Aquicultura) lançaram uma instrução normativa que estamos regulamentando e fiscalizando — afirma Pessoa.
A instrução normativa interministerial nº 14, publicada em 26 de novembro do ano passado, proíbe a prática do finning no Brasil. De acordo com Pessoa, com esta portaria o Brasil soma-se ao Estados Unidos e se distancia da Europa, onde a prática é permitida.
Para Wendell Estol, diretor do Sea Shepard brasileiro, a medida não é o suficiente. Em julho deste ano, durante uma
audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa no Senado, em Brasília, ele encaminhou um pedido de proibição da pesca de tubarões e raias pelos próximos 20 anos.
A manifestação, procura atrair as pessoas para que assinem uma petição que irá fortalecer o pedido junto ao Congresso, deve ser levada a Torres no próximo domingo.








