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Pesca predatória11/01/2013 | 14h42

Manifestação no centro de Porto Alegre alerta contra a pesca de tubarão no litoral gaúcho

Estado é um dos pontos onde se realiza a prática de finning na captura de tubarões em alto mar no país

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Manifestação no centro de Porto Alegre alerta contra a pesca de tubarão no litoral gaúcho Diego Vara/Agencia RBS
Foto: Diego Vara / Agencia RBS

Um contêiner colocado nesta manhã no Largo Glênio Peres, no coração de Porto Alegre, chama a atenção de curiosos e simpatizantes das causas ambientais. Organizada pelo Instituto Sea Shepherd Brasil, a manifestação representa a luta contra uma prática cruel: o finning.

A caixa representa uma carga de 3,4 toneladas de barbatanas de tubarão apreendida há três anos pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) em Rio Grande, no sul do Estado. A prática de finning (derivado de fin, barbatana em inglês) consiste em retirar as barbatanas do animal ainda vivo e jogá-lo ao mar.

A atividade encontra um vasto mercado na Ásia, onde as barbatanas são vistas como iguarias saudáveis e afrodisíacas. Segundo o superintendente do Ibama no Estado, o corpo do animal e lançado ao mar a fim de que o espaço dentro do navio seja melhor aproveitado para carregar a carga.


Foto: Diego Vara

— A costa gaúcha conta com grande presença de tubarões. No país todo temos registro desta prática. Os ministérios do Meio Ambiente e da Pesca (e Aquicultura) lançaram uma instrução normativa que estamos regulamentando e fiscalizando — afirma Pessoa.

A instrução normativa interministerial nº 14, publicada em 26 de novembro do ano passado, proíbe a prática do finning no Brasil. De acordo com Pessoa, com esta portaria o Brasil soma-se ao Estados Unidos e se distancia da Europa, onde a prática é permitida.

Para Wendell Estol, diretor do Sea Shepard brasileiro, a medida não é o suficiente. Em julho deste ano, durante uma

audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa no Senado, em Brasília, ele encaminhou um pedido de proibição da pesca de tubarões e raias pelos próximos 20 anos.

A manifestação, procura atrair as pessoas para que assinem uma petição que irá fortalecer o pedido junto ao Congresso, deve ser levada a Torres no próximo domingo.

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