O ímpeto de testar os próprios limites é uma das prováveis razões para que adolescentes e jovens representem mais da metade dos salvamentos realizados por salva-vidas em praias e balneários gaúchos desde o início da Operação Golfinho, em 15 de dezembro.
Conforme balanço divulgado pela Brigada Militar nesta sexta-feira, entre 15 de dezembro e 3 de janeiro, foram realizados 277 salvamentos no Litoral Norte, no Litoral Sul e em águas internas. Desse total, 141 pessoas salvas tinham entre 11 e 20 anos. A maioria, do sexo masculino, especialmente na faixa dos 16 aos 20 anos: 54 rapazes contra 19 moças.
— Os jovens estão se testando, não conhecem seus limites nem os limites do mar — comenta o tenente coronel Vinícius Clos Corrêa, coordenador da operação.
Corrêa chama atenção para um outro fator que colabora para essa estatística: o consumo de bebida alcoólica.
— Muitos jovens que resgatamos estão alcoolizados, tanto que o maior número de salvamentos ocorre após as quatro horas da tarde — observa.
Redução de 8% em relação ao veraneio passado
Em comparação ao mesmo período do verão passado, quando foram feitos 307 salvamentos, houve uma redução de 8,28%. A redução mais significativa foi no Litoral Norte, de 259 para 202 salvamentos — queda de 22,01%.
Em águas internas, no entanto, o número de salvamentos aumentou mais de 300%, passando de sete para 33. As três mortes registradas neste veraneio ocorreram em balneários.
Na semana passada, uma nova lei estadual tenta diminuir a onda de afogamentos em rios, lagoas, açudes, arroios, barragens, canais e piscinas no Estado. O texto estabelece que locais abertos ao público, como clubes e balneários, também contem com o monitoramento de salva-vidas. A lei aguarda sanção do governador do Estado.
Dicas de segurança
— Procure entrar na água em locais próximos às guaritas de salva-vidas.
— Respeite a sinalização das bandeiras sobre as condições de banho, lembrando que as cores seguem a mesma lógica dos semáforos de trânsito.
— Na dúvida, consulte o salva-vidas sobre as condições de banho no local.
— Em balneários onde não há salva-vidas, caso alguém esteja se afogando, jogue objetos com boa condição de flutuação para a pessoa se apoiar, até conseguir ajuda. Bolas de vôlei ou futebol e step de carro são algumas alternativas.













