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Identidade trocada23/01/2013 | 23h56

Hospital de Clínicas de Porto Alegre libera corpo errado para velório

Filho da paciente foi avisado por telefone que estava levando para Parobé o corpo de outra pessoa

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Imagine receber, além da notícia de que perdeu um ente querido, uma ligação por telefone informando que o corpo transportado para o velório não é o do seu parente. Um caso assim aconteceu nesta quarta-feira no Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA).

Após cinco dias de sofrimento buscando atendimento para manter a vida da mãe que teve um Acidente Vascular Cerebral (AVC) hemorrágico, o representante comercial Paulo César Corrêa da Silva, 36 anos, soube, na terça-feira, que Maria de Fátima Machado, 58 anos, não havia resistido. Como órgãos da dona de casa foram doados, a liberação para o sepultamento só ocorrreu na quarta.

Chamado pelo Clínicas, Silva, filho mais velho de Maria, deixou o hospital achando que transportava da Capital para Parobé, no Vale do Paranhana, o corpo da mãe. Para surpresa dele e do funcionário da funerária, o telefone tocou quando eles passavam por Canoas, na Região Metropolitana.

— Ligaram do hospital dizendo que tínhamos levado o corpo errado, mas só tinha um óbito no local que entramos e uma funcionária nos disse que era a minha mãe — relata Silva.

Avisado pela manhã de que o corpo seria liberado por volta das 11h, o filho tentou reconhecer o corpo que estava enrolado em um lençol branco, mas passou mal e precisou ser retirado do local. Sem cogitar a possibilidade de que não fosse a mãe, Silva permitiu que a funerária se encarregasse dos procedimentos necessários para liberação.

Ele acredita que alguém da empresa responsável pelo ritual fúnebre do outro corpo tenha sido o responsável por identificar o erro da instituição. A situação só foi se resolver cerca de quatro horas depois.

— Tive de reconhecer o corpo por medo de que tivessem trocado de novo. Se ninguém tivesse me ligado, só ia ver que não era minha mãe quando abrisse o caixão no velório — conta o representante comercial.

Em nota, o Hospital de Clínicas admitiu que houve a troca dos corpos e chamou o ocorrido como uma "falha". Sem mencionar de onde partiu o erro, o hospital explica que minutos depois "tomou todas as medidas necessárias para reparar a situação".

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