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Tragédia em Santa Maria27/01/2013 | 23h31

Famílias carentes recebem auxílio da prefeitura para velar e transportar corpos

Equipe ficou disponível para amparo desde o início da amanhã no Centro Desportivo Municipal

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Sem condições financeiras, muitas das famílias dos mais de 230 mortos no incêndio recorreram à prefeitura de Santa Maria para conseguir velar as vítimas. O número de pessoas que receberam auxílio não foi contabilizado.

De acordo com o secretário municipal de Governo de Santa Maria, serviços fúnebres, transporte de corpos, hospedagem e alimentação de familiares foram custeadas pelo Executivo. 

— Não existe ninguém que ficou desassistido. E se alguém precisar de mais alguma ajuda, uma equipe continua no ginásio à disposição — garante Mânica. 

O velório coletivo, que acontece no Centro Desportivo Municipal (CDM), deve continuar durante a noite. Conforme a Brigada Militar, os enterros devem começar a partir das 9h desta segunda-feira. Muitas famílias ainda optaram por velar os corpos em outras cidades ou em capelas de Santa Maria.

Na página do Facebook, a assessoria de imprensa da prefeitura divulgou telefones para pedir ajuda. Em caso de necessidade envolvendo logística a abrigo, o número é (55) 9979-2539. Já para pedir ajuda de enfermeiros, médicos e psicólogos o contato é (55)9155-2087.


A tragédia

O incêndio na boate Kiss, no centro de Santa Maria, começou entre 2h e 3h da madrugada de domingo, quando a banda Gurizada Fandangueira, uma das atrações da noite, teria usado efeitos pirotécnicos durante a apresentação. O fogo teria iniciado na espuma do isolamento acústico, no teto da casa noturna.

Sem conseguir sair do estabelecimento, mais de 200 jovens morreram e outros 100 ficaram feridos. Sobreviventes dizem que seguranças pediram comanda para liberar a saída, e portas teriam sido bloqueadas por alguns minutos por funcionários.

A tragédia, que teve repercussão internacional, é considera a maior da história do Rio Grande do Sul e o maior número de mortos nos últimos 50 anos no Brasil.

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