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Incêndio em Santa Maria27/01/2013 | 19h50

Falta do plano de prevenção de incêndios não teria sido determinante para tragédia, diz comandante da Brigada

Mau uso das estruturas pode ter causado a tragédia

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A falta do Plano de Prevenção de Combate a Incêndio pode não ter sido determinante para a tragédia na Boate Kiss, em Santa Maria, de acordo com o comandante-geral da Brigada Militar, coronel Sérgio Roberto de Abreu. Em entrevista à Rádio Gaúcha, Abreu afirmou que a casa tinha uma permissão de funcionamento anterior, portanto não haveria grande problema em manter atividades.

— Havia somente a necessidade de uma vistoria final, mas a casa já tinha outro plano e não teria problema. A fiscalização se dá em alguns equipamentos, extintores, iluminação em saída de emergência etc. Isso estava em andamento, estava em vistoria — afirmou o comandante.

A boate estava sem este documento há seis meses. Abreu afirmou que a lei não proíbe totalmente o funcionamento nessas condições. O mau uso da danceteria, situação que acaba não sendo identificada nas vistorias, pode ter causado a tragédia, que resultou na morte de pelo menos 233 pessoas, explica o comandante:

— O uso da estrutura pode ter sido inadequado, com fogos sendo usados, obstrução de saida de emergência ou número de pessoas acima do limite. O inquérito policial dirá qual foi a causa.

Um dos diretores da boate já foi ouvido, assim como membros da banda Gurizada Fandangueira, que teria acionado fogos de artifício durante o show. As investigações devem ser mantidas sob sigilo.


A tragédia

O incêndio na boate Kiss, no centro de Santa Maria, começou entre 2h e 3h da madrugada de domingo, quando a banda Gurizada Fandangueira, uma das atrações da noite, teria usado efeitos pirotécnicos durante a apresentação. O fogo teria iniciado na espuma do isolamento acústico, no teto da casa noturna.

Sem conseguir sair do estabelcimento, mais de 200 jovens morreram e outros 100 ficaram feridos. Sobreviventes dizem que seguranças pediram comanda para liberar a saída, e portas teriam sido bloqueadas por alguns minutos por funcionários.

 A tragédia, que teve repercussão internacional, é considera a maior da história do Rio Grande do Sul e o maior número de mortos nos útimos 50 anos no Brasil.

Veja onde aconteceu

 
Imagem: Arte ZH

A boate

Localizada na Rua Andradas, no centro da cidade da Região Central, a boate Kiss costumava sediar festas e shows para o público universitário da região. A casa noturna é distribuída em três ambientes - além da área principal, onde ficava o palco, tinha uma pista de dança e uma área vip. De acordo com o comando da Brigada Militar, a danceteria estava com o plano de prevenção de incêndios vencido desde agosto de 2012. 

Clique na imagem abaixo para ver a boate antes e depois do incêndio

A festa

Chamada de "Agromerados", a festa voltada para estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) começou às 23h de sábado. O evento era de acadêmicos dos cursos de Agronomia, Medicina Veterinária, Tecnologia de Alimentos, Zootecnia, Tecnologia em Agronegócio e Pedagogia. Segundo informações do site da casa noturna, os ingressos custavam R$ 15 e as atrações eram as bandas "Gurizadas Fandangueira", "Pimenta e seus Comparsas", além dos DJs Bolinha, Sandro Cidade e Juliano Paim.




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Comentar esta matéria Comentários (4)

Rosangela Garcia

Tragédia anunciada. Instalações inadequadas - uma porta para dar vazão a duas mil pessoas em pânico. Incompetência, inconsequência - fogos em ambiente fechado.Tantas tragédias iguais - Buenos Aires, aqui do lado.Ninguém aprende nada!Até quando vamos chorar sobre o leite derramado?

28/01/2013 | 06h00 Denunciar

Ricardo

Esta errado o comandante, esta tentando amenizar falhas diretas e indiretas as quais esta envolvida toda a administraÇao publica, inclusive SEGURANÇA PÚBLICA.

28/01/2013 | 00h12 Denunciar

Rodrigo

Não Concordo, bombeiros e demais autoridades são os grandes responsáveis pelo que ocorreu. Como liberam um alvará sem uma saida de emergência, como??? Entendo que a licença não possa ser liberada enquanto não houver 100% de aprovação pelos bombeiros, deveria ser como uma CNH, renova antes. Expliquem

27/01/2013 | 23h22 Denunciar

Paulo Roberto

O Comandante esta correto.... O que deve ocorrer é uma legislação que obrigue portas de saídas de emergência proporcionais ao público. Se fizerem uma vistoria na cidade baixa não deve passar nenhum. Os proprietários fazem o que a legislação determina o resto é tragédia.

27/01/2013 | 20h57 Denunciar

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