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Prevenção24/01/2013 | 18h13

Epidemia de dengue em outros estados começa a afetar o Rio Grande do Sul

Os 11 casos registrados até o momento reforçam a importância de combater a proliferação do mosquito

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Epidemia de dengue em outros estados começa a afetar o Rio Grande do Sul  Tadeu Vilani/Agencia RBS
Área do bairro São Geraldo, na zona norte da Capital, foi detetizada na manhã desta quinta-feira Foto: Tadeu Vilani / Agencia RBS
Bruno Felin

Especial

Os mosquitos malhados —  de cor preta e branca —  aproveitam o calor e as chuvas do verão para se reproduzir e transmitir a doença tropical que se espalha mais rapidamente no mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). 

No Estado, já são 11 casos neste ano, mas o perigo mora na casa dos vizinhos: todos os pacientes foram infectados fora do Rio Grande do Sul. O Mato Grosso do Sul, por exemplo, teve 10.584 notificações apenas na capital, Campo Grande. O Rio de Janeiro tem cerca de 3 mil casos confimados em 2013.

No Rio Grande do Sul, os doentes contraíram a doença em Minas Gerais, Mato Grosso, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul. Mesmo registrando apenas casos importados, em Porto Alegre são realizadas ações preventivas. Nesta quinta-feira, agentes da Secretaria Municipal de Saúde foram ao bairro São Geraldo para aplicar inseticida em um raio de 150 metros da residência de uma das pessoas com a doença. Na segunda-feira, os bairros Partenon, Santo Antônio e Santana também passarão pelo procedimento.

—  Os agentes de endemia fazem uma ação territorial especial dentro desse raio, procurando focos de mosquitos. O inseticida é aplicado na frente das residências, pátios, terrenos, garagens, edifícios, sempre em áreas abertas —  explica a veterinária da Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde, Rosa Maria Carvalho.

A Secretaria Estadual da Saúde (SES) também está preocupada com a Região Noroeste, considerada uma região endêmica. Segundo Laura Loureiro Cruz, diretora adjunta da Vigilância em Saúde da SES, embora não haja comprovação científica para a propensão da região, as condições climáticas são a principal hipótese.

— Sempre se espera casos autóctones (contraídos no Estado) por lá, o mosquito já se estabeleceu, tem circulação sustentada — prevê.

Como as relações familiares e comerciais com os sul-mato-grossenses não irão acabar pelo medo da picada do Aedes Aegypti, resta à população contribuir com as iniciativas de combate à proliferação do mosquito. Em 2011 e 2012, a média de casos no Estado durante as primeiras semanas do ano se mantinha parecida, com cinco (sendo dois autóctones) e três casos respectivamente. Com quase quatro vezes mais que o mesmo período do ano passado, 2013 alerta os órgãos de saúde, mas ainda não preocupa.

— Há um aumento em relação a anos anteriores, mas não dá pra dizer que seja tão alarmante. No geral, grandes epidemias começam a acontecer no final de fevereiro e em março, periodo de calor que ocorre aumento da proliferação do mosquito — afirma Laura.

Além das visitas regulares das secretarias municipais de saúde às residências, o governo aposta em publicidade e cooperação da população.  A melhor forma de vencer os insetos malhados é com prevenção, atacando a fase larvária, onde é possível controlá-lo: na água parada podemos agir, no ar, quando adulto, não há mata mosquito que resolva. 

Os 11 casos de 2013 no Rio Grande do Sul:

Cândido Godói: 1
Caxias do Sul: 2
Espumoso: 2
Pelotas: 1
Porto Alegre: 4
Rio Grande: 1

 

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