A construtora SBS, responsável pelo trecho oito da duplicação da estrada que liga Pelotas à Capital (BR-116), começou a erguer as fundações de uma das três pontes que ficam no trajeto da obra sob sua responsabilidade.
Principal ligação entre o sul do Estado e a Região Metropolitana, a rodovia terá 211 quilômetros duplicados, com previsão de término para 2014.
Segundo o superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Pedro Luzardo Gomes, as obras iniciadas em agosto de 2012 seguem o cronograma, com exceção dos primeiros 30 quilômetros, de Guaíba a Tapes. Enquanto nos demais locais, há máquinas na pista, por lá no máximo são feitos trabalhos de topografia. Isso porque o trecho ainda não foi liberado pela Fundação Nacional do Índio (Funai), que estuda o impacto nas comunidades indígenas da área.
Outro empecilho é a falta de licença do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para a colocação de canteiros às margens da rodovia.
— Temos que levar maquinário, pessoal e máquinas de escritórios provisórios de dentro das cidades, o que dificulta o trabalho, uma vez que aumenta o tempo de deslocamento. Se tivéssemos liberação dos canteiros, poderíamos construir tudo isso ao lado da obra e poupar tempo — explica Gomes.
A expectativa é que o Ibama conceda a licença ainda nesta semana. Já a da Funai não tem prazo. Mesmo com os imprevistos, Gomes acredita que a entrega da duplicação ocorra dentro do esperado, para o final de 2014. O que pode atrasar o calendário é o primeiro trecho, entre Guaíba e Tapes, onde as obras devem durar dois anos a partir do início. O projeto está orçado em R$ 1 bilhão.
A fundação da ponte sobre o Arroio Grande, na divisa entre Turuçu e São Lourenço do Sul, iniciada no dia 11, é apenas a primeira das três pontes do lote oito, que ainda contempla as pontes sobre os arroios Viúva Tereza e Arroio Passo das Pedras e um viaduto, o de acesso ao município de Turuçu. O trabalho apenas para a coloção de 180 estacas deve durar 60 dias. Depois, serão colocados blocos e pilares para a construção efetiva da ponte.
Já o chamado "contorno de Pelotas" tem três anos para ser concluído. As obras se iniciaram em 21 de agosto do ano passado. A obra foi orçada em R$ 430 milhões e compreende parte da BR-392 e da BR-116. Nesses locais estão todas as entradas e saídas da cidade, além de serem o único caminho para o porto de Rio Grande.
— No momento, estamos preparando o solo: com limpeza e retirada de vegetação, escavação e colocação de rochas para posteriormente fazermos a pavimentação da faixa — informa a supervisora ambiental das obras do contorno de Pelotas da STE Engenharia, contratada pelo Dnit, Renata Freitas.
DUPLICAÇÃO BR-116
O QUE É
Duplicar 211 km de Guaíba a Pelotas
VALOR
R$ 1 bilhão
QUANTOS LOTES
Nove
PRAZO
2014
CONTORNO DE PELOTAS
O QUE É
Compreende o anel rodoviário de Pelotas e também todas entradas e saídas da cidade. É o único canal de acesso ao porto de Rio Grande. É um trecho da BR-116 e da BR-392.
VALOR
R$ 430 milhões
QUANTOS LOTES
1
PRAZO
2015













