O Departamento Médico-Legal (DML) aguarda um familiar para liberar o corpo da turista argentina que morreu ao levar um choque elétrico na zona norte de Porto Alegre. Ao descer de um táxi na noite de segunda-feira, em frente ao prédio da amiga que a hospedava em Porto Alegre, Norma Adriana Gonzales, 47 anos, tornou-se vítima da chuva que causou transtornos na Capital.
Hospedando a amiga há cinco meses na Capital, a psiquiatra Anelise Carvalho Figueiredo, 47 anos, afirmou que entrou em contato com a família na Argentina logo após o incidente. Os parentes afirmaram que viriam à Capital, mas a amiga não sabe ainda quando eles chegarão já que não conseguiu realizar nova ligação.
Com água até a altura do joelho, Norma desceu do carro e, na mesma hora, caiu na água que tomava conta da rua até o portão do edifício. Por cerca de 15 minutos, o zelador e alguns vizinhos da rua tentaram tirar Norma da água, mas eram repulsados pela eletricidade que emanava do corpo.
A suspeita da Polícia Civil é de que o portão eletrônico estaria energizado, causando a corrente elétrica conduzida pela água. De acordo com o inspetor André Silva, imagens das câmeras de vigilância do edifício serão utilizadas para investigar as circunstâncias da ocorrência.
Norma estava prestes a voltar para a Argentina
Há cinco meses na Capital, Norma estava hospedada no apartamento da psiquiatra Anelise Carvalho Figueiredo, 47 anos, na Rua Andaraí, zona norte da Capital. As duas estavam voltando do consultório, que fica no bairro Moinhos de Vento, quando houve o incidente. Segundo Anelise, Norma estava prestes a voltar para Buenos Aires, onde trabalhava com criação de gado.
— Conheci ela através de uma amiga, que veio trabalhar aqui. Ela voltou para a Argentina, mas a Norma resolveu ficar um pouco mais — relata.
Único contato entre as duas, a amiga em comum era a esperança de Anelise para conseguir contatos de familiares de Norma e passar os telefones ao consulado da Argentina, que pretendia fazer o comunicado da morte.









