Quem passar em setembro deste ano pela foz do Arroio Cavalhada, na zona sul de Porto Alegre, notará uma paisagem semelhante à do Arroio Dilúvio, ladeado pela Avenida Ipiranga. A previsão de que esse cenário será possível é da prefeitura da Capital, que implantará diques e uma nova via ao longo do Cavalhada, primeiramente entre as avenidas Icaraí e Diário de Notícias, no bairro Cristal.
Atualmente assoreado e repleto de lixo, o Cavalhada está sendo recuperado por meio do Programa Integrado Socioambiental (Pisa), que prevê a ampliação do tratamento de esgoto de 27% para 77% da cidade. No Cristal, o arroio terá seu leito realinhado sobre uma base de concreto e será cercado por uma avenida de duas mãos, cada uma com três faixas. Mais alto do que a avenida, um dique impedirá transbordamentos do arroio.
— Mesmo que as obras estejam em uma fase inicial, já existe um impacto muito positivo. Antes não havia vazão, o lixo trancava tudo. Com a limpeza do canal para a obra, melhorou — analisa o secretário-adjunto de Gestão e Acompanhamento Estratégico do município, Mauricio Gomes da Cunha.
A obra começou em setembro de 2012. Atualmente, é feito o estaqueamento nas margens para a construção do canal e do dique. Depois, começará a ser criada a avenida, acompanhada de uma ciclovia ao longo do seu traçado.
Parque será construído na segunda fase do projeto
Até agora, foram reassentadas 348 famílias que viviam às margens do arroio. A segunda fase dos trabalhos prevê a continuação da canalização e da avenida até a ligação com o Arroio Passo Fundo. Ainda não há data para iniciar a obra nesse trecho. Um parque deverá ser construído na região durante essa etapa.
Raio X da obra
— Valor: R$ 13,2 milhões financiados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para canalização e dique
— Região: traçado do Arroio Cavalhada entre as avenida Icaraí e Diário de Notícias
— Duração: 12 meses
— Dique: mais alto que a avenida (5,2 metros em relação ao nível do mar)
— Canal: em concreto, com 15 metros de largura
— Vegetação: será plantada grama
— Paisagismo: na segunda fase do projeto, deve ser criado um parque
— Reassentamentos: 348 famílias (restam cerca de 50 famílias)













