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Confusão em Porto Alegre23/01/2013 | 12h34

“A ação era necessária”, diz especialista sobre conduta de PM em tumulto no trensurb

Consultor em segurança defende postura de policial após assistir ao vídeo exibido por ZH

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O treinamento prestado nas academias de polícia ensina que os policiais militares devem agir como o soldado da Brigada Militar Vinicius Alves de Souza, 28 anos, fez na tarde desta terça-feira. Conter, apontar a arma, ter postura de comando e ligar para receber apoio são normas que o consultor em segurança Dempsey Magaldi reforça como dever dos policiais. Souza disparou contra José Betamin Nunes, 33 anos, que estava com uma faca dentro do trem e ameaçava passageiros na estação Anchieta, em Porto Alegre.

— Uma pessoa com uma faca tem o potencial para matar outras pessoas. Se essa faca foi usada para agredir, é lógico que o PM tem direito de usar a arma de fogo para conter o suspeito — justifica o consultor.

Em entrevista à Zero Hora na noite desta terça-feira, Souza disse que foi chamado por algumas pessoas que o viram fardado. Quando chegou ao local, o soldado teria pedido para que o suspeito saísse do trem, mas Nunes teria dito "daqui, não saio. Só se me der um tiro". 

— Falei umas quatro vezes que só queria conversar com ele, mas ele virou a faca na mão e veio no embalo para me atingir. Daí, atirei — conta o policial.

Em galeria, entenda o passo a passo da ação do policial no trensurb

Magaldi acredita que se Souza não tivesse atirado, poderia ter sido esfaqueado e morto pelo suspeito, bem como outras pessoas que estavam no vagão da estação Anchieta. Quando há risco de vida e o suspeito induz que vai agir, é obrigação da Polícia intervir. 

— O policial tem o dever de agir diante da ameaça a sociedade. Pelo manual de instrução da polícia, seria proibido se omitir. Ele não tinha outra alternativa — afirma Magaldi.

Nesse caso, Magaldi ressalta que o dever é apenas da polícia, que foi treinada para situações como essa. O cidadão que estivesse armado ou não, poderia ignorar o caso e se manter em silêncio. 

— A ação era necessária e o ferimento nesta outra vítima (o projétil ultrapassou o abdômen do suspeito e acabou atingindo a canela esquerda do passageiro Jorge Luis da Rosa Vidal) foi uma conseqüência — explica.

De acordo com a legislação, Souza poderia ser julgado se tivesse feito vários disparos, se tivesse demonstrado negligência e imperícia ou caso Nunes não tivesse ameaçado o policial.

Segundo o Hospital Cristo Redentor, José Betamin Nunes está internado em estado regular após passar por cirurgia na madrugada desta quarta-feira. O passageiro Vidal, 50 anos, que foi atingido na perna, foi atendido e liberado na noite desta terça-feira.

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