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Mistério mortal14/12/2012 | 05h41

Veneno mata árvores no bairro Petrópolis, em Porto Alegre

Produto foi depositado em 10 exemplares na Avenida Alegrete, na Capital

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Veneno mata árvores no bairro Petrópolis, em Porto Alegre Fernando Gomes/Agencia RBS
Ressecamento dos vegetais iniciou há pouco mais de um mês na região: dois deles não sobreviveram Foto: Fernando Gomes / Agencia RBS
Folhas amareladas em plena primavera e um misterioso produto azul espalhado em troncos e raízes de 10 árvores na Avenida Alegrete formam a aquarela da morte pintada em um pedaço do bairro Petrópolis, na Capital.

Duas das árvores afetadas pela substância desconhecida secaram até morrer, causando apreensão entre os moradores e espanto na Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam).

Aárea atingida fica entre a Rua Carazinho e a Avenida Ijuí. As 10 árvores, algumas antigas, estão em processo de ressecamento há pouco mais de um mês, quando o material teria sido depositado. A causa da morte dos vegetais, confirma a Smam, é o produto azul. Desconhecido, o material já teria se deteriorado com as últimas chuvas.

Foram afetadas as espécies caneleira, ipê-amarelo, jambolão, jacarandá, palmeira, citrus, pitangueiras e hibisco. Funcionários mais antigos da prefeitura concordam que é raro esse tipo de ataque.

Moradores da região relataram ter tentado salvar as árvores. Mesmo com a ação dessas pessoas, porém, elas continuaram secando.

— Colocamos água no piso e nas plantas, mas não adiantou. Em 20 anos que estou aqui, nem quem tentou de forma proposital conseguiu matar esse jambolão — disse o empresário André Mello, que é dono de uma oficina mecânica na Avenida Alegrete.

Smam tenta identificar os responsáveis pelo ato

A aposentada Maria Amália Martini, moradora de um prédio na avenida, contou que viu da sua sacada suspeitos colocando o produto nos vegetais. Seriam cinco jovens.

— Eles queriam colocar fogo nas árvores e na lixeira, mas havia vento, e não conseguiram acender. Quando chamei a atenção, saíram correndo — afirmou.

Depois de passar pelo local na quinta-feira, o professor de Recursos Florestais do curso de Agronomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Lair Ferreira disse que precisaria de um laudo para poder identificar a substância utilizada. Ele comentou que, para matar as árvores, o produto deve ser muito forte.

Devido ao potencial venenoso do material, os moradores devem cuidar ao passear com animais de estimação perto das árvores. Não é descartado risco de intoxicação.

A Smam garantiu que tem monitorado as árvores e substituirá todas que morrerem. O caso foi encaminhado à Equipe de Fiscalização da Smam para tentativa de identificação dos infratores. Em caso de flagrante, a autuação pode ser aplicada. As multas variam de R$ 230 a R$ 692.

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