Um fato ocorrido há 15 anos foi invocado nesta sexta-feira pelo governador Tarso Genro como um dos motivos para a convulsão que tomou conta do sistema de fornecimento de energia elétrica no Estado com o temporal desta semana. Para Tarso, que retornou na quinta-feira de viagem a Paris, a privatização parcial da CEEE, em 1997, deixou como herança para os gaúchos um grande período sem investimentos no setor.
— Estamos pagando a conta de um processo de privatização selvagem que ocorreu com a CEEE. Depois das privatizações, a CEEE não tinha mais capacidade para investir. A recuperação da capacidade de investimento começou a ser feita ano passado, quando fechamos o acordo com a Presidência (em janeiro, a União garantiu o repasse de R$ 3 bilhões ao Estado por causa de uma dívida) — explicou.
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O governador também creditou aos governos de Yeda Crusius e Germano Rigotto parte da responsabilidade pelos problemas. Tarso garantiu melhorias a médio prazo.
— Embora esse evento tenha sido muito duro, ele foi atendido pela CEEE em um tempo menor que outros de mesmas circunstâncias. Os investimentos que estão sendo retomados agora são superiores aos que foram feitos em oito anos dos outros governos. Eles vão ter efeito a médio prazo — apontou.
Sobre a demora no atendimento de telefonemas e pedidos de informações da população, o governador defendeu que a companhia dispõe de "um número superior de equipes em relação ao que exige a agência reguladora". Apesar da defesa que fez das ações do governo no setor de energia, Tarso criticou a lentidão da direção da CEEE em dar explicações públicas sobre os danos causados pelo temporal.
— Acho que a CEEE teria de ter dado uma explicação mais rápida e mais direta no segundo dia. Houve uma certa perplexidade da companhia para informar a população, mas isso foi recuperado a partir do terceiro dia — explicou.












