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Falta de chuva14/12/2012 | 11h32

Severiano de Almeida e Marcelino Ramos, no Norte, decretam situação de emergência devido à estiagem

Milho é a cultura mais prejudicada, com mais de 50% de perdas nos dois municípios

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Severiano de Almeida e Marcelino Ramos, no Norte, decretam situação de emergência devido à estiagem Enio Luiz Wittmann/Divulgação
Cerca de 54% da produtividade dos 2,8 mil hectares de milho cultivados em Marcelino Ramos foram perdidos devido à falta de chuva Foto: Enio Luiz Wittmann / Divulgação
A ausência de um volume significativo de chuva, que dura mais de 40 dias nos municípios de Severiano de Almeida e Marcelino Ramos, no norte do Estado, contabilizou perdas nas culturas de verão e na produção de leite e fez as prefeituras decretarem situação de emergência.

O secretário de Agricultura de Severiano de Almeida, Idacir Scapini, afirma que o milho foi a cultura mais prejudicada no município, que decretou situação de emergência na quinta-feira. Cerca de 50% da produtividade dos 3,5 mil hectares cultivados foi perdida.

Na soja, as perdas variam de 15 a 20% da produtividade dos 1,8 mil hectares cultivados no município. Na produção de leite, que conta com cerca de 2,8 mil animais, a ausência de chuva prejudicou as pastagens e quase dobrou o custo da produção.

— Com as pastagens prejudicadas, além da perda de 20% na produção de leite, os agricultores precisam comprar mais ração para os animais, o que eleva o custo da produção em 40% — explica o secretário.

As cooperativas que comercializam ração para o município, que vendiam cerca de 30 toneladas, agora estão vendendo 50 toneladas dos produtos por mês, conforme Scapini.

O coordenador da Defesa Civil do município, Alan Júnior Solivo, afirma que também há problemas no abastecimento de água:

— Estamos usando caminhão pipa para abastecer as comunidades do interior mais afetadas.

Em Marcelino Ramos, que decretou situação de emergência na quarta-feira, o milho também foi a cultura mais afetada. O secretário de Agricultura Enio Wittmann afirma que cerca de 54% da produtividade dos 2,8 mil hectares de milho do município foi perdida. Na produtividade da soja, que conta com 2,1 mil hectares no município, e na produção de leite, que conta com 5,5 mil animais, as perdas chegam a 20%.

— Esta é a terceira vez que o município decreta situação de emergência este ano. Os outros dois decretos foram em janeiro e abril — explica o secretário.

Segundo ele, os prejuízos nas culturas de verão e na produção de leite chegam aos R$ 4 milhões.

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