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Unindo forças05/12/2012 | 18h21

Rede de solidariedade mantém a esperança de encontrar idosa desaparecida

Autoridades do Rio Grande do Sul, no entanto, ainda não se envolveram com o caso

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Uma rede de solidariedade tem varrido o interior de São Paulo em busca da aposentada gaúcha Beatriz Joanna Von Hohendorff Winck, 77 anos, desaparecida há 46 dias. Mesmo tendo mobilizado as comunidades no Sudeste, o caso - considerado inédito pelos administradores do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida – ainda não mobilizou as autoridades gaúchas.

Do grupo de escoteiros até traficantes que atuam na região do Vale do Paraíba, qualquer local público ou pessoa influente está sendo procurada. A família de Portão, no Vale do Sinos, segue em Aparecida. Nesses dias, o grupo tem recebido adesões de igrejas evangélicas, paróquias católicas, centros espíritas, e terreiros de candomblé.

— Nós estamos procurando em todos os lugares, falando com todas as pessoas. Recebemos apoio de um grupo de voluntários, dos escoteiros, deixamos cartazes nos pedágios. Temos muita gente buscando informações sobre onde ela possa estar —relata o filho de Beatriz, João Carlos Winck.

Nesta semana a família ampliou o raio de ação das buscas. Agora, a procura por Beatriz está sendo feita até mesmo na divisa de São Paulo com os estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro. Para continuar mantendo viva a esperança de encontrar a idosa, os Winck estão pedindo ajuda de políticos gaúchos e de emissoras de rádio e televisão.

O caso está sendo investigado pela polícia local, mas sem apoio da polícia gaúcha. A Delegacia de Homicídios e Desaparecidos (DHD) do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) não tem informações sobre o caso. Das investigações oficiais a família ainda não recebeu nenhuma pista sobre o que pode ter acontecido com Beatriz.

— Todo o barulho em torno do caso está sendo feito pela família. Sempre que recebemos uma informação novas nós repassamos para a polícia e trocamos ideias com o delegado local — explica Winck.


Administração do Santuário se surpreendeu com o caso

Beatriz desapareceu no dia 21 de outubro dentro do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida. O caso seria mais um dentre as centenas de pessoas que se perdem de familiares ou grupos de excursão dentro Santuário todos finais de semana, se a idosa não estivesse desaparecida há 46 dias.

— É um caso inédito na história do Santuário, nunca tivemos nada parecido. É comum as pessoas se perderem na multidão, mas nada como o que aconteceu com essa senhora — afirma o prefeito de igreja do Santuário, padre Valdivino Guimarães.

Responsável por atrair mais de 100 mil turistas para Aparecida em um único final de semana nessa época do ano, o dinheiro que circula na cidade vem diretamente do Santuário. Os administradores, no entanto, não temem que a imagem do local seja prejudicada pelo desaparecimento de Beatriz.

— É um caso único. Ficamos tristes pelo que aconteceu e por ter acontecido, de acordo com a família, aqui dentro. Mesmo assim não temos a preocupação de que as pessoas fiquem com medo porque os romeiros sabem da seriedade do Santuário — explica o padre.

De acordo com os administradores o Santuário tem auxiliado a família de Beatriz. Corpo de segurança, registro das câmeras de vídeo, veículo e motorista foram disponibilizados. Além disso, o caso está sendo divulgado na TV e Rádio Aparecida, e nas paróquias da região.

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