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Vale do Sinos26/12/2012 | 11h00Atualizada em 26/12/2012 | 19h11

Racionamento de água é suspenso em São Leopoldo

Cidade sofria com o desabastecimento desde o dia 14 de novembro

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Os moradores de São Leopoldo, no Vale do Sinos, voltarão a ter fornecimento de água durante todo o dia. Foram 42 dias de racionamento, que chegou a ser de 12 horas atingindo diariamente metade da cidade. Nesta quarta-feira o Serviço Municipal de Água e Esgoto (Semae) anunciou a suspensão do desabastecimento.

A falta de água começou no dia 14 de novembro. A decisão de racionar foi tomada a partir de dificuldades no sistema de captação de água bruta. As duas bombas da Estação de Tratamento de Água Imperatriz Leopoldina (ETA 2) apresentavam problemas pelo tempo de uso e em função do baixo nível do Rio dos Sinos, que fazia com que junto com a água as bombas sugassem areia.

Para evitar que as bombas de captação parassem definitivamente, uma delas foi retirada para manutenção. Até o último dia 12, durante quase um mês, os reservatório foram abastecidos por apenas uma bomba operando com capacidade baixa. Com isso, o racionamento que iniciou sendo de seis horas diárias chegou a ser de 12 horas.

Nos últimos 15 dias a estação de captação voltou a dispor de duas bombas. De acordo com o diretor do Semae, Anderson Etter, isso fez com que a capacidade de captação de água aumentasse significativamente, fazendo com que os reservatórios da cidade voltassem a ter níveis satisfatórios.

— Com os prognósticos de chuva para os próximos dias, que consequentemente deve elevar o nível do rio em especial no nosso ponto de captação, e estas melhorias, podemos oferecer mais garantia no abastecimento de água — ressalta o diretor.

Racionamento gerou protestos

Os 42 dias de racionamento em São Leopoldo foram pontuados por protestos da população. Em alguns casos, o desabastecimento que deveria durar 12 horas chegava a quase três dias em função das dificuldades na retomada do fornecimento em alguns pontos da cidade.

O Ministério Público (MP) chegou a ingressar na Justiça com uma Ação Civil Pública, pedindo garantias de que o racionamento não fosse superior a seis horas diárias. Com uma liminar favorável ao pedido, o Semae optou por pagar uma multa diária de cinco salários mínimos para manter o desabastecimento por oito horas diárias. 

— Não tínhamos como atender a essa determinação antes. Mesmo com as duas bombas funcionando precisávamos de tempo para restabelecer os reservatórios — afirma o Etter.


Entenda o caso

O racionamento começou no dia 14 de novembro, com seis horas de interrupção no abastecimento em um sistema de rodízio que dividia a cidade em cinco zonas.

No dia 6 de dezembro o racionamento passou a ser de 12 horas diárias, e o rodízio começou a ser feito com a cidade dividida em apenas duas regiões.

Cinco dias depois, no dia último dia 11, o Ministério Público obteve liminar garantindo que o desabastecimento não fosse superior a seis horas. O Semae optou por descumprir a medida, e pagar multa.

No último dia 14 o racionamento foi reduzido para 10 horas diárias, com a cidade dividida em quatro zonas. Dois dias antes uma bomba retirada para manutenção havia sido recolocada.

Há pouco mais de uma semana, no dia 18, o desabastecimento passou a ser de oito horas diárias.

Nesta quarta-feira o Semae anunciou a suspensão do racionamento. Não há garantia de que, havendo estiagem, o abastecimento seja mantido normalmente.

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