Na manhã de domingo, a Brigada Militar (BM) e a Polícia Civil concentram buscas entre as cidades de Montenegro e Novo Hamburgo, no Vale do Sinos, pelo bando que explodiu os caixas eletrônicos do Banco do Brasil na madrugada de sábado em Antônio Prado. Formada por nove bandidos, a quadrilha chegou à região depois de usar como escudo uma família de agricultores e driblar várias barreiras da BM.
A polícia não foi pega desmobilizada pelo ataque dos bandidos porque estava em alerta e havia várias guarnições da BM e equipes da Delegacia de Roubos, vinculada ao Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), vasculhando a região em busca de outra quadrilha. Esta tinha atacado uma agência do Banco do Brasil em Nova Pádua na tarde de sexta-feira, e os suspeitos continuam escondidos nos matos da Serra. Os policiais acreditam que exista ligação entre os dois bandos.
Com todo esse efetivo policial espalhado pela Serra, o bando que atacou Antônio Prado conseguiu fugir graças à perícia com que manejaram as armas de grosso calibre que usavam e à destreza na utilização de técnicas militares no enfrentamento com os policiais militares. Os bandidos conseguiram fugir usando como rota uma intrincada rede de estradinhas de chão batido que liga as cidades de Antônio Prado, Vila Flores, Bento Gonçalves, Montenegro e a periferia de Novo Hamburgo.
Nas últimas horas, policiais militares conversaram com moradores ao longo da rota de fuga usada pelo bando que atacou Antônio Prado. Informações consideradas importantes pelo subcomandante-geral da Brigada Militar, coronel Altair de Freitas Cunha, foram repassadas aos agentes da Roubos.
— Soubemos que o bando está na região do Vale dos Sinos, o que já ajuda na busca — comentou o coronel .
Aposta
Os agentes da Roubos estão apostando que o foragido número 1 do Rio Grande do Sul, Elisandro Rodrigo Falcão, 31 anos, é o cérebro do bando que atacou em Antônio Prado. Hoje surgiu mais um nome, que está sendo mantido em sigilo pela polícia. A identificação deste bandido reforça a aposta no nome de Falcão, que é exímio conhecedor das estradinhas de chão batido da Serra.
— Os nossos agentes estão em campo e temos uma boa ideia de onde procurá-los — comentou o diretor do Deic, delegado Guilherme Yates Wondracek.
O delegado não entrou em detalhes sobre a investigação, que está sendo conduzida pelo delegado Juliano Ferreira. Mas além dos quatro quadrilheiros vistos pela população durante o ataque em Antônio Prado, os policiais acreditam que existam outros cinco que estavam trabalhando no apoio à ação do bando. As informações coletadas pela BM e pelos agentes das Roubos estão ajudando a desenhar um perfil da quadrilha, um passo importante para descobrir o local do esconderijo entre as cidades de Montenegro e Novo Hamburgo.













