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Sequestro05/12/2012 | 17h40

"Pegaram meu pai, mas pegariam qualquer um que chegasse no portão", disse filha de idoso sequestrado em Flores da Cunha

Filha de aposentado fala sobre o caso

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"Pegaram meu pai, mas pegariam qualquer um que chegasse no portão", disse filha de idoso sequestrado em Flores da Cunha Jonas Ramos, Especial/
O idoso de 69 anos foi levado no carro roubado para um matagal próximo ao Ponte do Rio das Antas Foto: Jonas Ramos, Especial

A noite de terça-feira e a manhã desta quarta foi de movimentação policial em Flores da Cunha. A primeira ocorrência foi registrada às 23h quando três homens assaltaram um chácara na linha 60, no interior do município. Após renderam o casal e dois empregados, roubaram uma espingarda, dinheiro e fugiram.

Às 4h30min, um novo assalto foi registrado em uma chácara na comunidade de Lagoa Bela. Não se sabe se seriam os mesmos criminosos. Os assaltantes renderam o caseiro, roubaram seu carro, celular, uma arma e R$ 2 mil. Quando o outro caseiro chegou para trabalhar também foi rendido e sequestrado.

O idoso de 69 anos foi levado no carro roubado para um matagal próximo ao Ponte do Rio das Antas, em direção a Antônio Prado. Em contato com a filha do caseiro, os sequestrados exigiram resgate de R$ 50 mil. Mas antes mesmo de qualquer novo contato, deixaram o idoso no local.

Amarrado, amordaçado, encapuzado e com uma corrente com cadeado no pescoço, a vítima conseguiu se soltar e pedir por ajuda. Populares que passavam pelas proximidades prestaram socorro.

A Polícia Civil também investiga se há relação entre a morte de um jovem encontrado próximo a Ponte do Rio das Antas nesta manhã e este caso.

Entrevista
Após prestar depoimento, a filha do sequestrado - que não quis se identificar -concedeu entrevista à imprensa. Confira:

Pioneiro: Como foi seu contato com os assaltantes?
Filha:
 Fiquei tentando ligar para o telefone do meu pai. Na segunda vez, quando eles atenderam disseram que tinham sequestrado meu marido (o pai) e que queriam R$ 50 mil. Tirei o telefone do ouvido e não me dei conta que não estava mais escutando eles. Não sei o que eles falaram nesse meio tempo. Eu só disse que entendi e desliguei.

Pioneiro: Informações preliminares diziam que seu pai teria vendido gado recentemente e estaria com grande quantidade de dinheiro. Esta poderia ser a razão para os assaltantes terem ido até a chácara?
Filha:
 Não. Aquela granja já teve gado, ovelhas. Mas no momento não tem nada lá. Ele vai lá só para fazer a manutenção. Não tem o que roubar, não sei o que ele foram fazer lá. Pegaram meu pai, mas pegariam qualquer um que chegasse no portão.

Pioneiro: Como ele está agora?
Filha:
Está assustado, com medo, mas bem. Não machucaram ele.

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