Só agora vejo com mais calma o que ocorreu para Fábio Koff dar aquela entrevista constrangedora de anteontem.
Koff confrontou o esplendor da inauguração da Arena com o orçamento que terá de manejar em 2013 e sentiu algum calafrio.
De alguma forma, tentou alertar os gremistas para as dificuldades que terá para cumprir as suas promessas de fazer o Grêmio retornar ao caminho da conquista de títulos.
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Só que Koff foi infeliz, por exemplo, ao declarar que “a Arena não é do Grêmio”.
Com essa declaração, ele muniu o folclore da rivalidade Gre-Nal com uma gozação que já era de certa forma feita pela torcida colorada: “A Arena não é de vocês”.
Mas é claro que a Arena é nossa. Eu comprei minha primeira casa própria há 40 anos, um apartamento que levei 20 anos para pagar pelo Banco Nacional de Habitação.
Mesmo enquanto eu não pagava todas as prestações, a sensação que eu tinha era de que o apartamento era meu. O mesmo sentem os gremistas que agora moram na Arena. O estádio é nosso, apenas temos de cumprir os compromissos financeiros oriundos do contrato e que levarão 20 anos para serem concluídos.
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Fábio Koff deverá, nos próximos dias, corrigir os termos de sua entrevista que causaram danos espirituais ao Grêmio.
Com certeza, ele fará um pronunciamento em que fundamentará a esperança que possui de que o Grêmio está partindo para uma nova era de vitórias.
Tanto que ele próprio declarou esses dias que recebeu o Grêmio no passado em condições financeiras muito piores que as de hoje.
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Ontem, me esqueci de dizer que o terreno onde foi erguida a Arena foi comprado e pago inteiramente pela OAS.
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Pelo menos um benefício, entre tantos prejuízos espirituais, trouxe a entrevista de Koff: os empresários e clubes que vão vender jogadores ao Grêmio adquiriram a consciência de que não é um mar de rosas a situação financeira tricolor.
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Koff não declarou na entrevista, mas deve ter pensado que a Arena foi inaugurada às pressas, a toque de tambor, com inúmeras obras do novo complexo inconclusas. Na inauguração, os elevadores não funcionaram a contento, havia problemas nas copas, no gramado e em outros setores. Muito ainda há que ser feito para tornar-se flamante o estádio, eu suponho que essas conclusões sejam de responsabilidade da OAS.
Durante a inauguração, pôde-se ver, após os corredores do estádio, no sentido de dentro para fora, verdadeiras ruínas nas obras que se instalaram ali.
É mais uma dor de cabeça para Koff, entre tantas que o levaram a dar aquela entrevista.
Mas ele foi eleito inclusive para resolver todos esses problemas.
E ele tem competência para resolvê-los.












