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Entrevista17/12/2012 | 20h44

"Os animais são tratados com carinho", diz presidente do MTG sobre provas de rodeios

Projeto de lei propõe a proibição da perseguição de animais em eventos

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"Os animais são tratados com carinho", diz presidente do MTG sobre provas de rodeios Giovani Grizotti/Agencia RBS
Proposta atingiria a prova do tiro de laço, a mais disputada entre as competições campeiras do Estado Foto: Giovani Grizotti / Agencia RBS
O projeto de lei do deputado federal Ricardo Tripoli (PSDB-SP), que propõe a proibição da perseguição de animais durante rodeios em todo o país causou polêmica nesta segunda-feira no Rio Grande do Sul. Tradicionalistas reclamam que a proposta atingiria a prova do tiro de laço, a mais disputada entre as competições campeiras do Estado.

Para o presidente do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), Erival Bertolini, os animais são bem tratados nos rodeios:

— Tem peão que divide o pão com o cavalo — diz.

Confira trechos da entrevista:

Zero Hora — Qual a opinião do MTG sobre este projeto de lei?

Erival Bertolini —
O rodeio faz parte da cultura de um povo. E sabemos que, para o Estado, economicamente, ele é muito importante, porque 45% do turismo interno do Rio Grande do Sul é promovido pelo MTG. Se acabar com os rodeios, imagina o que vai ocasionar esta lacuna financeira. Além disso, de acordo com a orientação veterinária, os animais estão recebendo o atendimento adequado, não fazem mais de tantas corridas por dia, sofrem rodízio para não cansar. Temos uma lei que trata de rodeio e nós cumprimos.

Zero Hora — O deputado alega que quer evitar a morte e os maus-tratos a animais. Como é garantido que estes animais não sofram maus-tratos durante as provas?

Bertolini —
As esporas que sempre foram utilizadas não podem ferir ou estressar os animais. Os bichos precisam ter locais para tomar água onde eles correm e onde ficam abrigados. Se não tem pastagem no local, a pessoa que fornece os animais tem que proporcionar forragem. Então, você pode ir em qualquer rodeio desses para ver o nível e a qualidade dos animais para ver que eles não sofrem maus-tratos. Tem peão que divide o pão com o cavalo o ano todo para poder participar das atividades campeiras e preservar nossas culturas.

Zero Hora — Como ficariam os rodeios sem provas de tiro de laço?

Bertolini —
Se for aprovado, vai causar um transtorno imenso no Rio Grande. A prova do tiro de laço faz parte da cultura. Se este Estado tem hoje a pujança que tem, é graças a estes homens a cavalo que, com a utilização destes animais, ajudaram a desenvolver o Estado. Então, além de fazer parte da nossa cultura, faz parte da nossa economia. Estes animais são tratados com carinho, tanto os cavalares quanto as rês que correm.

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