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Revolta no Sinos10/12/2012 | 01h09

Moradores protestam contra falta de água em São Leopoldo

Manutenção em equipamentos prejudica a distribuição desde quinta-feira

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O rodízio emergencial no abastecimento de água previsto para durar 10 dias em São Leopoldo, no Vale do Sinos, tem apresentado problema e revoltado a população, que desde quinta-feira tem a distribuição prejudicada. O final de semana foi marcado por protestos dos moradores que ficaram sem água.

O órgão responsável pelo serviço afirma que este é um "mal necessário" e reconhece o transtorno causado. Com a retirada de um dos equipamentos que captam a água do Rio dos Sinos, cerca de 70% do município foi prejudicado pela falta ou pela restrição de horário no abastecimento de água. Segundo o diretor-geral do Serviço Municipal de Água e Esgotos (Semae), Anderson Etter, nesta terça-feira a motobomba deslocada para manutenção deve retornar e, na quarta-feira, o órgão irá analisar a necessidade de também realizar a manutenção na segunda motobomba, que prolongaria o problema na distribuição.

— Com a instabilidade no nível do Rio dos Sinos e o elevado consumo de água, houve uma queda de rendimento acentuado. Para que os equipamentos não parassem em definitivo, foi preciso fazer a manutenção. Determinados bairros apresentam uma demora maior para reestabelecer o serviço — esclarece o diretor-geral do Semae.

Indignados com a falta de água, moradores realizaram dois bloqueios de vias durante o fim de semana. Neste domingo, após três horas de protestos, com queima de pneus e madeiras para interromper o trânsito na Avenida Mauá, os moradores tiveram um dos pedidos atendidos pelo Semae. Segundo o coronel José Nilo Corrêa Alves, comandante do 25º Batalhão de Polícia Militar (BPM), cerca de 15 policiais acompanharam a manifestação que começou por volta das 19h e não tinha hora para acabar.

— Eles alegavam que estavam sem água há vários dias e que não iriam sair enquanto não chegasse algum representante da prefeitura ou um caminhão-pipa — explica Alves.

Por volta das 22h, um caminhão-pipa chegou ao local e, por causa da demanda, outro seria enviado para abastecer a população. Na noite de sábado, cerca de cem moradores bloquearam a rodovia São Leopoldo-Portão (ERS-240) em protesto. A manifestação começou por volta das 20h30min e durou cerca de uma hora.

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