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Cerco ao álcool20/12/2012 | 03h10

Fiscalizações em formaturas escolares barram adolescentes alcoolizados

Cerca de 40 pessoas receberam atendimento médico em quatro eventos acompanhados por órgãos estaduais e municipais

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Fiscalizações em formaturas escolares barram adolescentes alcoolizados Carlos Macedo/Especial
Estrutura montada conta com ônibus, ambulância e blitz da Balada Segura Foto: Carlos Macedo / Especial

O figurino produzido das gurias é o mesmo das festas de final de semana: salto bem alto e roupa bem curta. Os meninos, um pouco menos jeitosos que elas, também seguem usando as calças jeans e as camisas de quando vão nas boates. A diferença perceptível entre as festas semanais e as de formatura do Ensino Médio de quatro escolas da Capital está no acessório que podem carregar: a bebida.

Com o cerco fechado contra o consumo de álcool, os formandos e convidados para a comemoração dos colégios Monteiro Lobato, Anchieta, Farroupilha e Marista Rosário não escapam de olhos rigorosos formados por órgãos estaduais e municipais dentro e fora das festas. Neste ano, os eventos e os locais próximos têm o acompanhamento de perto do Fórum de Combate ao Uso de Bebidas Alcoólicas por Crianças e Adolescentes, formado por entidades como Ministério Público, Brigada Militar e Conselho Tutelar.

Na madrugada desta quinta-feira ocorreu a última fiscalização prevista nas formaturas deste ano. No balanço, cerca de 40 adolescentes receberam atendimento médico por já chegarem nas festas alcoolizados e aproximadamente cem garrafas de bebidas alcoólicas foram apreendidas por estarem entre pessoas com menos de 18 anos. A ação também conta com a estrutura da Balada Segura que, nas três primeiras formaturas, abordou 224 veículos.

— Está mais do que na hora de mostrar um limites. Tivemos atendimentos graves de saúde, com a ingestão de bebida forte e até consumo de outras drogas — comenta a procuradora Maria Regina Fay de Azambuja, coordenadora do Centro de Apoio da Infância e da Juventude do MP.

Mesmo avisados durante todo o ano, os formandos e convidados tentaram burlar a proibição. Nos "esquentas", em locais mais escuros ou distantes das formaturas, eles consomem as bebidas, normalmente vodca ou cachaça. Os mais exaltados chegam a discutir com promotores, médicos e conselheiros tutelares, e, em uma das festas houve briga entre adolescentes.

>>> Leia mais: Reportagem de ZH mostra que encontros pré-festa marcam começo do consumo de bebida alcoólica por adolescentes

Como a intenção é criar uma nova cultura, baseada no slogan "Formaturas saudáveis, memórias felizes", e alertar a família sobre o perigo do consumo precoce da bebida alcoólica, todos adolescentes com sinais de embriaguez só foram liberados após a chegada dos pais.

— Eles se divertem igual sem bebida alcoólica, ficam até as 6h — garante o produtor de eventos Sebastian Watenberg.

Segundo o procurador-geral do MP, Eduardo de Lima Veiga, a intenção é de que o órgão esteja presente em outras festas, como raves e possa circular também por cidades do Interior e Litoral.

Em vídeo, veja parte da estrutura montada para fiscalizar as formaturas:

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