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Sob risco10/12/2012 | 23h54

Estado decreta situação de emergência na bacia do Gravataí

Medida busca evitar que fenômeno torne piore o abastecimento de água nas cidades da região

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Na tentativa de reforçar as iniciativas para reduzir os efeitos da turbidez (falta de transparência) da água captada, o governo do Estado decretou ontem a situação de emergência na Bacia do Rio Gravataí. De acordo com a medida, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema) coordenará as ações, como a convocação de voluntários para campanhas de assistência aos afetados pelo desabastecimento.

Segundo o diretor geral da Sema, Marco Aurélio Corrêa, um grupo de trabalho foi criado a partir de uma demanda da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), que relatou dificuldade em captar água do rio.

— Em função da baixa lâmina d'água, a mancha preocupa. Isso não acontece por fatores naturais e é um tipo de contaminação que dificulta a transformação em água potável — afirma Corrêa.

De acordo com o diretor, apenas Gravataí sofre com o problema. Considerada transitória, a situação se agrava com a falta de chuva, mas a descoberta do motivo da turbidez ajudará a encontrar uma solução ao problema.  Os técnicos suspeitam que a devolução de uma água mais barrenta após a utilização na lavoura explique o fenômeno.
O decreto, que tem validade por 90 dias, autoriza os fiscais a entrarem nas propriedades rurais para vistoria, interdições, lacre de bombas usadas em atividades econômicas.

Também permite suspender as atividades de deságue de lavouras de arroz que apresentem sedimentos em suspensão ou poluentes. Ainda autoriza o cancelamento das captações de água direta para finalidade distinta ao abastecimento público, mesmo que a empresa tenha licença.

Desde 30 de novembro, um grupo de trabalho realiza ações contra a estiagem, como a vistoria dos pontos críticos do Rio Gravataí e a coleta de amostras para descobrir os motivos da turbidez no Gravataí.

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