Se até pouco tempo a única forma de identificar um animal de estimação era uma coleira, o avanço da tecnologia possibilitou que cães e gatos tenham um dispositivo de apenas um centímetro que guarda inúmeras informações sob a pele. Trata-se do microchip. Nesta quinta-feira, a prefeitura de Lajeado, no Vale do Taquari, proporcionou a 400 animais que recebessem o dispositivo gratuitamente.
— O microchip ainda é mais eficiente do que a coleira porque não pode ser perdido pelo animal nem retirado por qualquer pessoa, a não ser mediante cirurgia — explica o presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio Grande do Sul (CRMV-RS), Rodrigo Lorenzoni.
A microchipagem proporciona às autoridades públicas aumento do controle populacional de animais, instiga a posse responsável e ajuda na identificação de caninos e felinos quando estiverem desaparecidos. O processo é indolor e demora menos de um minuto, já que cada chip tem tamanho aproximado de um grão de arroz.
Segundo a secretária Simone Schneider, animais de rua recolhidos pela prefeitura já vinham recebendo microchips desde 2009. Esta é a primeira vez, no entanto, que proprietários de caninos e felinos domésticos recebem o serviço gratuitamente.
— Acreditamos que com o chip os donos vão pensar duas vezes antes de abandonar seus animais — afirma Simone.
A intenção da secretaria é, em alguns anos, chipar todos os animais de Lajeado, estimados em 20 mil. Até ontem 400 haviam recebido o dispositivo.
Em média, a aplicação de um microchip custa R$ 10. O processo não é obrigatório, no entanto, Lorenzoni, acredita que o investimento por parte dos municípios é extremamente necessário:
— É uma questão de saúde pública, porque ajuda a controlar a população animal e animais bem cuidados não transmitem doenças às pessoas. Não há um levantamento oficial do governo ou do CRMV-RS sobre quantos municípios promovem microchipagem no Estado.
>>>Veja a colocação dos microchips nos animais em Lageado:
SAIBA MAIS
O que é um microchip?
É um circuito eletrônico contendo um código único e inalterável, inserido em uma cápsula, possibilitando a implantação em animais. O dispositivo não contém bateria e fica inerte.
Como é colocado nos animais?
Cada microchip fica contido em uma agulha de injeção e é colocado com a ajuda de uma seringa no lombo do animal, sem o uso de anestesia, pois não há necessidade diante da rapidez do processo (cerca de um minuto) e do pequeno tamanho do microchip (aproximadamente um centímetro).
É obrigatório?
Cada município tem autonomia para criar suas leis com relação ao microchip. No entanto, segundo o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio Grande do Sul (CRMV-RS), é obrigatório que órgãos públicos que façam microchipagem quando promoverem mutirões de castração ou de controle de natalidade. Cães e gatos particulares não tem obrigatoriedade.
Por que colocar no seu animal?
O microchip é uma das soluções mais eficientes de resgatar seu animal em caso de roubo ou extravio. Além disso, beneficia clínicas veterinárias, pet shops, criadores de animais e autoridades a terem mais controle sobre os animais de um determinado local.
O animal pode ser rastreado?
O microchip colocado em animais não tem a função de rastreabilidade por satélites. Trata-se de um mecanismo de identificação do animal, que por sua vez, permite que este seja rastreado através de rede de cadastro.








