São 34 mil os consumidores que continuam sem energia elétrica no Estado passadas mais de 50 horas do temporal com vendavais e chuva da madrugada de terça-feira. Uma nova atualização da CEEE aponta que 23 mil pontos da área de concessão seguem sem luz. A Região Metropolitana (10,5 mil) é a mais afetada.
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De acordo com a companhia, ainda há problemas no Sul (7,3 mil), Campanha (3,3 mil) e Litoral Norte (2,5 mil). Não há previsão do restabelecimento total do serviço. Já a RGE informou que sua área de concessão foi normalizada no final da tarde de quarta-feira.
O Ministério Público Estadual abriu inquérito para apurar deficiências na prestação de serviços da CEEE, bem como o Procon de Porto Alegre notificou a companhia a prestar esclarecimentos sobre a demora na recuperação da rede.
Na área da AES Sul, o número de pontos sem luz caiu para 11 mil, segundo o último balanço divulgado. As regiões Central e Fronteira Oeste são as mais afetadas.
Ainda na quarta-feira, em pelo menos cinco pontos das zonas Norte, Sul e Leste de Porto Alegre, moradores atearam fogo em pneus e bloquearam vias. Na vizinha Viamão, os moradores trancaram, a ERS-040, na altura da parada 43, causando congestionamento na região.
Na Capital, houve registros de transtornos na Avenida Manoel Elias, estradas Costa Gama e Ponta Grossa, além de ocorrências no bairro Rubem Berta. Na Estrada João de Oliveira Remião, na Lomba do Pinheiro, os moradores incendiaram uma barricada de pneus e móveis velhos na via, bloqueando o fluxo de veículos nos dois sentidos. Os manifestantes reclamam da falta de água e luz na região desde o temporal.
Na Estrada da Ponta Grossa, na Capital, há ao menos três postes caídos sobre a via e a população da região continua sem luz. Moradores entraram em contato com a Zero Hora relatando ameaças dos manifestantes em colocar fogo também em ônibus.
Moradores da Zona Sul e da Zona Norte, já na manhã de quarta-feira, foram às ruas para protestar. No bairro Humaitá, próximo à Arena do Grêmio, um grupo queimou pneus no meio da rua.
Na Zona Sul, muitas pessoas foram obrigadas a descartar alimentos perecíveis. Também houve registro de protestos nos bairros Guarujá e Ipanema, onde as avenidas Orleans e Tramandaí foram bloqueadas.








