Por volta das 16h20min desta sexta-feira, foi selado o acordo entre a Prefeitura de Porto Alegre, a direção da Carris, o Sindicato dos Rodoviários da capital e uma comissão dos trabalhadores da empresa. Para ser declarado ofim da greve, falta ainda a ata da reunião ser levada à assembléia da categoria.
Entre as partes, ficou acordado que será pago 50% do prêmio por produtividade no dia 5 de dezembro, no valor de R$ 500, mais a diferença, que pode chegar a outros R$ 500 até 15 de janeiro. Ainda, não vai ser descontado o dia parado e a prefeitura se comprometeu a retirar a ação contra a paralisação que havia ajuizado na Justiça do Trabalho.
Com a incerteza a respeito do final da greve, o presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Capellari, mantém a mobilização de 160 ônibus dos três consórcios que operam o transporte coletivo em Porto Alegre.
— O acordo entre a EPTC e os consórcios ainda está de pé porque acreditamos que o retorno deve demorar, e a população pode ficar desatendida no horário de pico — afirmou.
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Mais cedo, o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, decidiu entrar na Justiça contra a paralisação de funcionários da Carris, iniciada na madrugada desta sexta-feira. Ele alega que a comissão dos funcionários da companhia não fez o aviso prévio de 72 horas que consta em lei para iniciar a greve.
Confira a movimentação no Terminal Triângulo, na Zona Norte:
O que dizem os funcionários em panfletos distribuídos à população:
— excessos de CCs; sucateamento da frota; desleixo e abandono por parte da administração com a manutenção e a oficina;
— terminais em péssimas condições de uso e convívio, sendo que convive no mesmo espaço. Mau cheiro de lixo em banheiros junto ao refeitório (T4 Norte, T11 Sul);
— sucateamento da oficina, canibalismo e desmanche de carros novos, valas cheias de água parada, telhados quebrados. Recepção sem proteção para as intempéries. Pátio mal conservado;
— uniforme de péssima qualidade e sempre em falta;
— falta de planejamento do estoque, faltando peças, o que ocasiona superlotação dos ônibus e atrasos nos horários;
— situações de assédios;
— falta de segurança para a tripulação e passageiros.













